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26/03/2007

Hollywood vê o futuro das bilheterias em renovação do 3D

Financial Times
Matthew Garrahan
Em Los Angeles
Ele costuma estar associado a filmes abaixo da média e óculos de plástico descartáveis. Mas após anos desdenhando o 3D com uma moda passageira, os estúdios de Hollywood estão apostando que filmes rodados e projetados no formato darão novo fôlego às bilheterias.

O número de cinemas americanos capazes de exibir filmes em 3D triplicou em três anos para mais de 700 e deverá crescer para 3 mil até 2099 -ou cerca de 10% de todas as telas americanas.

A experiência do cinema em 3D ainda exigirá óculos, apesar deles lembrarem os óculos escuros da moda em vez dos óculos de papelão usados nos anos 60. Nova tecnologia de câmeras digitais leves também contribuiu para o aumento do número de filmes rodados e produzidos em 3D.

James Cameron, que dirigiu "Titanic" e "O Exterminador do Futuro 2", começou a filmar "Avatar", um épico de ficção científica, em um formato 3D para lançamento em 2009. A DreamWorks Animation, a empresa por trás do franquia "Shrek", disse na semana passada que produzirá todos seus filmes em tecnologia 3D "estereoscópica", também a partir de 2009.

Uma versão 3D de "A Família do Futuro", o mais recente longa metragem de animação da Walt Disney, estreará nos Estados Unidos nesta semana, enquanto a Walden Media, a empresa por trás da recente adaptação cinematográfica de "As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", está trabalhando em uma versão 3D do clássico "Viagem ao Centro da Terra" de Júlio Verne.

"No passado, 3D era um truque usado para dar nova vida a filmes que já tinham encerrado seu trajeto nos cinemas", disse Jim Gianopulos, presidente e executivo-chefe da Fox Filmed Entertainment, o estúdio de propriedade da News Corporation que está produzindo "Avatar". "3D atualmente é o exato oposto. A imagem é completamente imersiva e a experiência da platéia é a de um ambiente realmente natural."

Hollywood despertou para os benefícios do 3D porque o público está preparado a pagar mais para assistir filmes em 3D. "A média por tela é três vezes maior do que a de um filme normal", disse Cary Granat, executivo-chefe da Walden Media.

O crescimento do 3D também atraiu novos investidores. A Shamrock, o veículo de investimento de Roy Disney, o sobrinho de Walt Disney, e Stanley Gold, o ex-diretor do conselho da Disney, investiu na semana passada US$ 50 milhões na Real D, a empresa que fornece sistemas de projeção 3D para as salas de cinemas.

"Toda a indústria está vendo a vantagem da adoção do 3D", disse Michael Lewis, presidente e executivo-chefe da Real D.

"Nós temos que diferenciar o cinema do entretenimento doméstico e temos que trazer a magia de volta. Se a indústria não se erguer e fornecer ao público uma experiência de primeira, então ela terá problemas."

O número de diretores trabalhando no formato também está aumentando. Peter Jackson, que dirigiu a trilogia "O Senhor dos Anéis", e George Lucas, a força criativa por trás de "Star Wars", estão ambos comprometidos em trabalhar em 3D.

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