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16/04/2007

Companhias aéreas de baixo custo disputarão rotas de longa distância

Financial Times
Kevin Done
Em Londres
As grandes companhias aéreas estão sendo desafiadas de forma sem precedentes por novos modelos de negócios.

As novas companhias aéreas de baixo custo fizeram incursões no mercado de rotas de curta distância das companhias aéreas tradicionais, conquistando uma crescente participação de mercado e forçando as companhias tradicionais a reestruturarem drasticamente suas operações para sobreviver.

O ataque ao setor de longa distância demorou mais para se materializar, mas os desafiantes agora estão dando passos à frente, um desdobramento que poderá lançar o setor de aviação em uma era de mudanças radicais.

O desafio ocorreu primeiro no segmento de classe executiva, de onde as companhias tradicionais extraem a parte do leão de seus lucros.

A Eon Airlines e a Maxjet começaram a operar há 18 meses no mercado Londres-Nova York, seguidas na mesma rota desde o início deste ano pela Silverjet, uma nova empresa britânica, assim como pela L'Avion no trecho Paris-Nova York.

A rota Londres-Nova York é a nova área de teste para as mais recentes experiências na aviação, porque é o mais movimentado e mais lucrativo mercado de longa distância do mundo, com mais de 4 milhões de passageiros por ano.

Por vários anos, as companhias aéreas evitaram experimentar o modelo de negócios das companhias de baixo custo em rotas de longa distância.

Analistas argumentavam que os passageiros precisavam de serviços de bordo caros para rotas que levam muitas horas, e alguns dos fatores operacionais chaves no modelo de curta distância, como o breve tempo de escala nos aeroportos são muito mais difíceis de ser obtidos em vôos de longa distância.

Igualmente, baixas tarifas com desconto já são oferecidas pelas companhias aéreas tradicionais.

Mas a crença convencional deverá ser desafiada por dois dos mais bem-sucedidos empreendedores de companhias aéreas de baixo custo do mundo, Tony Fernandes, executivo-chefe da Air Asia da Malásia, e Michael O'Leary, executivo-chefe da Ryanair da Irlanda.

O'Leary disse que seu ataque transatlântico poderá ser lançado nos próximos três ou quatro anos, enquanto Fernandes espera que sua AirAsia X poderá decolar antes do final do ano.

Ambos os empreendedores insistem que criarão empresas separadas para administrar o orçamento das operações de longa distância. O'Leary disse na semana passada: "No instante em que você coloca os negócios de longa distância acima da operação de curta distância, você a mata".

"Os trechos de longa distância já possuem tarifas com desconto", disse Lawrence Hunt, fundador da Silverjet. "Dezoito libras por passageiro por hora já é a média das tarifas (transatlânticas) econômicas mais baixas, o que é ligeiramente mais baixo do que a média da Ryanair em rotas de curta distância na Europa."

"Se ele passar a oferecer lugares por 7 libras, ele oferecerá um serviço de 7 libras, que é insustentável em vôos com duração de várias horas." Tradução: George El Khouri Andolfato

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