UOL Notícias Internacional
 

26/05/2007

Acumulam-se as tensões relativas às discussões do G8 sobre o aquecimento global

Financial Times
Hugh Williamson, em Berlim
e Edward Luce, em Washington
As tensões políticas entre os Estados Unidos e a Alemanha devido à questão do aquecimento global pioraram bastante. Washington ameaça não mais "agir suavemente" nas negociações sobre o aquecimento global marcadas para a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G8, o grupo das nações mais industrializadas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), marcada para o mês que vem.

Os Estados Unidos enviaram à Alemanha uma declaração - obtida pelo "Financial Times" - recheada de palavras ásperas, acusando o governo alemão de ignorar as "preocupações sérias e fundamentais" de Washington em relação à minuta do documento sobre a alteração climática que Berlim levará ao encontro na costa do Mar Báltico.

"Nós tentamos 'agir suavemente', mas há um limite para até onde podemos ir, considerando a nossa oposição fundamental à postura alemã", dizem os norte-americanos na declaração, escrita em tinta vermelha.

A Alemanha quer que os membros do G8 concordem em estabelecer limites para a emissão de carbono, mas os Estados Unidos afirmam que a mudança climática deve ser enfrentada com soluções embasadas na tecnologia e não em metas obrigatórias para emissão. Washington também acusa Berlim de ignorar solenemente a posição norte-americana.

O governo norte-americano reclama no seu documento: "A última versão do comunicado é chamada de 'final', mas jamais concordamos com a linguagem apresentada no documento. A maioria dos nossos comentários sobre a minuta anterior foi ignorada e surgiram outros trechos novos e problemáticos".

A declaração de Washington diz ainda: "A proposta alemã cruza múltiplas 'linhas vermelhas' no que diz respeito a coisas com as quais nós simplesmente não podemos concordar".

As autoridades alemãs envolvidas com a preparação do encontro de cúpula se recusaram a comentar. A Casa Branca também se recusa a comentar os desacordos "sobre a linguagem específica" da minuta e diz que o importante é julgar o comunicado final emitido após o encontro. UOL

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