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01/06/2007

Relatório revela níveis recordes de seguro contra terrorismo

Financial Times
Rebecca Knight
Em Boston
No ano passado, os empresários norte-americanos fizeram seguros contra terrorismo em níveis recordes, apesar de um aumento dos custos desse tipo de cobertura, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira (31/5).

A Marsh, firma de serviços de avaliação de riscos e de seguros, conclui no relatório que quase dois terços das grandes empresas dos Estados Unidos e 60% das empresas de porte médio fizeram seguros contra o terrorismo no ano passado - o que representa um aumento modesto em relação a 2005.

Enquanto isso, o custo do seguro para cobrir os prejuízos resultantes de ações terroristas contra a propriedade aumentou no ano passado, após as consideráveis reduções registradas no ano anterior.

O índice médio de seguros contra terrorismo em 2006 aumentou 9% em relação a 2005, subindo de um total de US$ 43 milhões para US$ 47 milhões. "Há fatos acontecendo em todo o mundo - em Madri, em Londres, em Fort Dix, em Nova Jersey - que fizeram com que as companhias se sentissem vulneráveis aos riscos representados pelo terrorismo", explica Jill Dalton, diretora de gerenciamento da Marsh.

No mês passado, seis indivíduos foram acusados de conspirar para atacar e matar com fuzis de assalto e granadas soldados na base do exército de Fort Dix, no Estado de Nova Jersey.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as companhias de seguro excluíram os riscos de terrorismo das suas políticas comerciais. A Lei de Segurança Contra o Terrorismo, ou Tria, aprovada pelo presidente George W. Bush em 2002, exige que as seguradoras ofereçam cobertura para certas ações terroristas que sejam "certificadas" pelo governo dos Estados Unidos.

A maioria das companhias que compra apólices de seguro contra terrorismo o faz como parte das suas políticas relativas à propriedade, e não como contratos específicos. No entanto, segundo o relatório, estes contratos - que estão fora do âmbito dos programas de seguro de propriedade e que não exigem certificação do governo dos Estados Unidos - se transformaram em um suplemento popular à cobertura da Tria para certas companhias.

As taxas de contratos - a porcentagem de companhias que estão comprando as apólices de seguro - foram mais elevadas entre as instituições financeiras, com 81%. As companhias imobiliárias, de serviços públicos e de ensino superior vieram a seguir, com 77%, enquanto as instalações de saúde e empresas de mídia acusaram cada uma um índice de cobertura de 76%.

No que diz respeito às cifras envolvidas, as firmas com cobertura total de US$ 1 bilhão ou mais foram as que registraram as mais elevadas taxas de contrato, passando de 63% em 2005 para 65% no ano passado.

"Os clientes maiores, que podem ser mais visíveis, ou que atuam em áreas que tidas como alvos, estão de acordo com a minha experiência, mais interessados em fazer seguro contra terrorismo do que as companhias pequenas e menos expostas", afirma Dalton.

Mesmo assim, quase a metade das companhias com bens segurados abaixo de US$ 100 milhões comprou apólices de seguro contra terrorismo em 2006, o que representa um pequeno aumento em relação a 2005.

Para essas companhias, os custos dos seguros contra perdas de patrimônio motivadas pelo terrorismo tiveram um aumento drástico de cerca de 78% em relação a 2005.

"Em 2007 estamos começando a observar a queda desses índices", diz Dalton. No mercado de contratos específicos, os índices estão se tornando competitivos - talvez não em Times Square, ou no Embarcadero em São Francisco, mas nas áreas que não estão tão sujeitas a catástrofes, o mercado de seguro de propriedade está novamente mais competitivo. "Toda essa tendência é provocada pela percepção de vulnerabilidade". UOL

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