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12/06/2007

Ford venderá Land Rover e Jaguar em retirada do segmento de luxo

Financial Times
John Reed
Em Londres
A Ford Motor planeja vender a Jaguar e a Land Rover, suas duas marcas britânicas de luxo, em um aparente recuo do segmento de luxo. A Ford pediu à Goldman Sachs, Morgan Stanley e HSBC para que lhe prestem consultoria na venda, que estaria nos estágios iniciais e não inclui a Volvo, a terceira marca de luxo de sua divisão Premier Automotive Group (PAG).

O preço das ações da empresa automotiva deficitária foi negociado com uma valorização de 1,5% na tarde de segunda-feira, à US$ 8,36, após a divulgação da notícia da venda. Entende-se que a Ford esteja vendendo as duas marcas em conjunto.

Os veículos da Jaguar e da Land Rover não compartilham uma arquitetura comum, mas as marcas compartilham compras e algumas outras funções. O Freelander 2 da Land Rover é feito na mesma fábrica em Halewood, Inglaterra, que a série X-Type da Jaguar.

Em março, a Ford vendeu o controle da Aston Martin, a marca de carros esporte, para um consórcio liderado por um kuwaitiano em um negócio de 479 milhões de libras (US$ 944 milhões) que incluiu sua própria participação minoritária, no valor de 40 milhões de libras.

A empresa se recusou a comentar o que chamou de "especulação".

Os analistas não sabem ao certo quanto a Ford pode conseguir pelas marcas, cujos ganhos ela consolidou com os da Volvo e Aston Martin. A divisão PAG da Ford informou um prejuízo pré-impostos no ano passado de US$ 327 milhões.

A Land Rover, que vendeu um recorde de 192.500 veículos em 2006, é considerada lucrativa, mas a Jaguar, que está renovando sua linha em um esforço para reconquistar participação de mercado, está perdendo dinheiro. "Pode ser um 'compre um, leve outra grátis'", disse uma pessoa familiarizada com as duas marcas.

A venda provavelmente atrairá o interesse de grupos de "buy-out" (aquisição de empresas) após a venda no mês passado por US$ 7,4 bilhões da Chrysler, a fabricante americana deficitária, para o fundo de investimentos Cerberus.

Os analistas disseram que muitas fabricantes de carros estabelecidas evitarão a aquisição de ambas as marcas, cujos veículos grandes e possantes são caros para desenvolver em um momento de crescente coibição das emissões dos automóveis.

A Fiat Auto e a Renault negaram qualquer interesse nelas.

A notícia da venda ocorreu após meses de negação pela Ford de que estava interessada em se livrar das duas marcas e o momento surpreendeu alguns observadores. "Eles podem estar dizendo: 'É hora de voltarmos ao que conhecemos: produção de carros em massa", disse Eric Wallbank, um especialista em setor automotivo da Ernst & Young, em Londres. George El Khouri Andolfato

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