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27/06/2007

Gol deve relançar a Varig como empresa de classe executiva

Financial Times
Doug Cameron, em Chicago
E Jonathan Wheatley, em São Paulo
A Gol, a empresa aérea brasileira de passagens de baixo custo, pretende relançar a marca Varig como empresa dedicada à classe executiva que atenderá às rotas domésticas. Os vôos da Varig serão feitos paralelamente ao serviço básico fornecido pela Gol.

Mauricio LIMA/AFP 
Constantino de Oliveira disse que Gol e Varig voarão lado a lado em dez rotas domésticas

Esta operação altamente incomum se constitui na primeira vez em que uma linha aérea de passagens de baixo custo monta uma subsidiária dedicada aos vôos de luxo.

Linhas aéreas de luxo em todo o mundo - da United à Lufthansa e à All Nippon Airways - criaram nos últimos anos as suas próprias subsidiárias para conter a perda de passageiros para rivais que oferecem passagens baratas.

A Varig já foi a principal empresa aérea do Brasil, mas entrou em colapso depois que anos de prejuízo encolheram a sua frota e a sua rede de rotas. A Gol comprou a empresa em março por US$ 320 milhões, em meio a uma competição com a TAM, a sua principal rival doméstica, e a LanChile.

As viagens aéreas no Brasil antigamente se limitavam principalmente aos vôos a negócio, mas o número de passageiros aumentou rapidamente nos últimos anos, com o auxílio da inflação baixa, do crescimento econômico, da maior confiança do consumidor e da expansão do crédito à população.

"No Brasil, nenhuma companhia está oferecendo um serviço especial", explicou Constantino de Oliveira, diretor-executivo da Gol, em uma entrevista concedida ao "Financial Times". A Gol e a nova Varig voarão lado a lado em dez rotas domésticas e um serviço internacional.

As vendas da Gol cresceram segundo o índice médio anual de 75% desde o seu lançamento em 2001, estimulando o mercado com os seus serviços baratos e destituídos de luxo. No entanto, a empresa pretende oferecer serviços adicionais tais como um programa para as pessoas que viajarem freqüentemente na frota da Varig, que só contará com uma única classe. A frota doméstica da Varig será complementada por cinco Boeings 737-800 até o final deste ano, e por outros quatro em 2008.

A Gol terá que manter as suas atuais operações separadas daquelas da Varig enquanto as autoridades examinam a aquisição, mas Oliveira disse que isso não impedirá a geração de sinergias a partir da combinação das duas empresas.

A expansão ocorre em um momento no qual os atuais serviços da Gol estão sob pressão devido à queda das margens de lucro, à medida que a companhia continua acrescentando aeronaves à sua frota e enfrentando a congestionada infra-estrutura aeronáutica do Brasil.

Oliveira disse que os lucros ficaram 20% abaixo do "normal" e que neste mês a empresa reduziu a sua previsão de lucro para o ano porque as taxas de ocupação mais baixas reduziram os rendimentos. UOL

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