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12/07/2007

Londres e Moscou dirigem-se para um impasse no caso de Litvinenko

Financial Times
Neil Buckley em Moscou
James Blitz em Londres
O Reino Unido e a Rússia podem enfrentar um impasse diplomático após a recusa desta última de extraditar o principal suspeito no assassinato do ex-membro da KGB Alexander Litvinenko no Reino Unido.

O Ministério do Exterior britânico deve anunciar uma dura resposta no início da semana que vem, após Moscou confirmar formalmente nesta semana que não entregará Andrei Lugovoi, outro ex-agente secreto, para julgamento.

A Rússia advertiu ontem que a cooperação com o Reino Unido não deve se tornar "refém" da briga pela extradição e acrescentou que estava "extremamente surpresa" com as críticas britânicas, quando estava simplesmente cumprindo sua própria Constituição, que proíbe a extradição de cidadãos.

EFE - 20.NOV.2006
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O governo do Reino Unido advertiu que revisará a cooperação com a Rússia e declarou estar "extremamente desapontado" com a resposta de Moscou. O Escritório Exterior recusou-se a confirmar os passos que estava considerando.

"O governo está avaliando uma série de opções", disse uma pessoa de dentro do governo. "Há um processo acontecendo no momento, no qual essas opções estão sendo examinadas. Mas algo deve ser anunciado ao Parlamento muito em breve."

Os analistas disseram que uma volta à tática da guerra fria de expulsões diplomáticas talvez estivesse sendo considerada, junto com proibições de vistos para certas autoridades, ou a retirada da cooperação em áreas como educação, assuntos sociais ou informações de combate ao terrorismo.

O Reino Unido, porém, precisa calibrar sua resposta cuidadosamente, dada a importância da cooperação com a Rússia em questões como o programa nuclear do Irã e o futuro rompimento da província Sérvia de Kosovo. Quaisquer ações do Reino Unido devem gerar retaliações da Rússia.

Em Moscou, Mikhail Kamynin, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russo, disse em comentários na televisão que, nos anos 90, o Ocidente tinha "persistentemente pedido à Rússia para montar um Estado que funcionasse de acordo com a lei".

Ele repetiu a oferta da Rússia de considerar seu próprio julgamento de Lugovoi "se forem fornecidos fatos e evidências concretas mostrando a sua culpa". Entretanto, disse: "Tais informações não chegaram até nós."

O ex-membro da KGB que se tornou empresário repetidamente declarou sua inocência, apesar de admitir ter se encontrado com Litvinenko em novembro último no dia que o crítico aberto do Kremlin adoeceu por envenenamento radioativo. Deborah Weinberg

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