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21/07/2007

O gosto por vinho dos novos ricos limpa carteiras assim como palatos

Financial Times
Jenny Wiggins
Em Londres
Stoyan Nenov/Reuters - 22.jan.2004 

Os vinhos finos estão se tornando cada vez mais inacessíveis para os colecionadores tradicionais, na medida em que novos compradores cheios de dinheiro da Rússia e da China e londrinos ricos com grandes bônus pressionam os preços que atingem altas recordes.

Comerciantes de vinho dizem ter visto a entrada do dinheiro novo em busca dos melhores vinhos, na medida em que o crescimento econômico criou bolsões de riqueza pelo mundo e novas fontes de demanda.

O índice Liv-ex 100, dos 100 melhores vinhos para se investir (90% da região produtora de vinho francesa de Bordeaux), aumentou 42% neste ano. O índice, usado por 155 atacadistas, está em seu mais alto nível desde sua criação, em 2000.

O Château Lafite Rothschild 1996 tem sido vendido a 7.000 libras (cerca de R$ 28.600) por caixa, subindo de 4.200 libras (cerca de R$ 16.000) há seis meses; o Château Mouton Rothschild 1998 passou de 1.500 libras (cerca de R$ 5.700) para 2.600 (cerda de R$ 9.930) ; e o Château Latour 2004 subiu de 2.050 (cerca de R$ 7.800) libras para 3.200 (cerca de R$ 12.200).

Stephen Williams, diretor executivo da loja londrina Antique Wine, disse que os conhecedores tradicionais de vinho em geral começam tomando vinhos mais baratos e vão subindo gradualmente, mas "o 'dinheiro novo' quer beber vinho bom desde o início... não quer ir subindo gradualmente, quer subitamente uma adega inteira".

Stephen Browett, diretor de compras da Farr Vintners de Londres, disse que vendeu 17 caixas de Château Lafite 2003 nas duas últimas semanas por 7.000 libras (cerca de R$ 26.700) cada - o dobro do preço de um ano atrás. "E as pessoas ainda estão pedindo", disse ele, acrescentando que o vinho foi vendido, na maior parte, para compradores do Reino Unido e da Ásia. Williams está programando degustações de vinho no novo Ritz-Carlton em Moscou, aberto há duas semanas.

O hotel tem sua própria adega, chamada "Pétrus", nome de um dos principais châteaux, com mais de 800 garrafas, inclusive um Château Pétrus Grand Cru de 1961 por US$ 68.000 (em torno de R$ 136.000).

A debilidade do dólar americano em relação à libra e ao euro provocou uma queda na demanda para bons vinhos por compradores americanos, mas novos clientes vêm surgindo na Europa Oriental, Ásia e América do Sul.

Justin Gibbs, diretor do Liv-ex, disse: "Tanto a Rússia quanto a China são fontes de bastante demanda bem no topo".

Gibbs acrescentou que os compradores de vinho desses mercados tendem a favorecer os mais caros, os "premiers crus".

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