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06/08/2007

Washington poderá começar a retirar tropas do Iraque neste ano, diz Gates

Financial Times
Stephanie Kirchgaessner
Em Washington
O governo Bush poderá começar a retirar tropas do Iraque no final do ano, disse Robert Gates, o secretário de Defesa, no domingo. Mas Gates insistiu que o aumento do número de soldados americanos neste ano foi eficaz.

Gates disse no programa "Meet the Press" da "NBC" que há uma possibilidade dos Estados Unidos começarem a retirar soldados no final deste ano.

Mas ele também deixou claro que qualquer decisão dependerá do resultado de um relatório de progresso feito pelo general David Petraeus, o mais alto comandante militar no Iraque, e Ryan Crocker, o embaixador americano, que será entregue ao Congresso em setembro.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos reiterou que ficou decepcionado com a renúncia dos sunitas do Gabinete iraquiano, na semana passada, e reconheceu que o governo subestimou a profunda desconfiança entre as facções sectárias do Iraque.

Mas Gates disse que discorda da recomendação do bipartidário Grupo de Estudo sobre o Iraque, feita no ano passado, para que os Estados Unidos reduzissem a ajuda militar e econômica ao governo iraquiano caso este fracassasse em conseguir um progresso substancial na reconciliação nacional.

Apesar de Gates ter dito que concordava com tal posição anteriormente, ele e outros "não anteciparam" seis meses atrás a "mudança" positiva nas condições que ocorreu na "esfera local" no Iraque.

"Nós tivemos alguns desdobramentos muito interessantes na província de Anbar e Diyala, assim como em outras províncias e áreas locais", disse Gates. Os Estados Unidos estão trabalhando com autoridades locais que mudaram de lado e que "estão alistando seus jovens na polícia, que estão cooperando", disse Gates na "CNN".

O secretário de Defesa também sugeriu que era inevitável que as forças americanas teriam que se aliar aos líderes sunitas que antes se opunham ferozmente à ocupação americana no Iraque para que o processo político pudesse avançar.

"Mas a realidade é que, para que o Iraque possa se reconciliar, para que o Iraque possa estabilizar, há a necessidado de que pessoas que estavam na oposição decidam deixar a oposição e ingressarem no governo (...) Eu acho que a há a necessidade de assumir algum risco, um risco calculado", ele disse na "CNN".

Nas entrevistas de ontem, tanto Gates quanto Condoleezza Rice, a secretária de Estado dos Estados Unidos, defenderam a confiança do governo Bush no general Pervez Musharraf, descartando a possibilidade de que os Estados Unidos atacariam unilateralmente alvos terroristas no Paquistão, incluindo Osama Bin Laden, sem primeiro discutir qualquer ação com o governante militar do país.

"Eu acho que nosso relacionamento com o presidente do Paquistão é tal que compartilharíamos tal informação com Musharraf e ele teria prazer em trabalhar conosco para fazer com que tal operação fosse bem-sucedida", disse Gates.

O relacionamento do governo Bush com o general Musharraf ganhou atenção na semana passada quando Barack Obama, o pré-candidato presidencial democrata, declarou que não hesitaria em ordenar ataques militares contra alvos da Al Qaeda no Paquistão, com ou sem a permissão de seu presidente. George El Khouri Andolfato

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