UOL Notícias Internacional
 

18/08/2007

Professor de Harvard tem a resposta para as grandes questões da vida: pôquer

Financial Times
Roger Blitz
Em Londres
A escola de direito de Harvard pensa ter descoberto a solução para muitos problemas da sociedade, da delinqüência juvenil às crises diplomáticas mundiais: uma rodada de pôquer.

O jogo de cartas, que para seus defensores é um jogo de técnicas e para seus inimigos uma aposta na sorte potencialmente ruinosa, deverá ser ensinado para estudantes primários e colegiais desprivilegiados nos EUA para ensinar respeito, sagacidade nos negócios e até estratégia de guerra.

Charles Nesson, um professor da escola de direito de Harvard, revelará na próxima semana um plano para criar "sociedades globais de pensamento estratégico de pôquer" em universidades de todo o mundo, incluindo Harvard, Yale e Oxford, quando participar de uma conferência sobre mundos virtuais e ciberespaço em Cingapura.

Essas sociedades vão criar oficinas de pôquer nas escolas, patrocinar partidas universitárias e desenvolver um currículo de pôquer online para qualquer instituição que desejar usá-lo.

O professor Nesson, que certa vez vendeu por US$ 50 mil um programa de computador que ele criou baseado no jogo de cartas "jacks-or-better", uma variação do pôquer, disse que as oficinas foram criadas como uma atividade extracurricular para crianças carentes na área de Boston e na Jamaica, e que envolvem dinheiro de verdade, embora em pequenas apostas.

"O pôquer ensina as pessoas a pensar por si mesmas, é um componente chave da individualidade e um aspecto básico do gerenciamento de recursos", disse Nesson, admitindo que alguns desses instintos de sobrevivência dificilmente promovem as noções de confiança mútua.

Os negociadores empresariais poderiam aprender com o pôquer a arte de evitar fazer a primeira oferta, ele acrescentou, enquanto os adolescentes problemáticos poderiam tirar dele técnicas de vida como paciência, compostura, respeito por seus inimigos e compreensão dos pontos de vista alheios. Os estudantes de direito compreenderiam a lei das evidências e os diplomatas poderiam aplicar a arte do blefe às relações internacionais.

Quanto às finanças pessoais e gerenciamento de riscos, Nesson disse que não há melhor ferramenta educacional que o pôquer para ensinar as pessoas a tirar o máximo de suas fichas limitadas e "como perder" ou "perder bem".

"No meu entendimento, o mundo seria melhor se todos jogassem pôquer", disse Nesson.

O professor, que defendeu o delator da guerra do Vietnã Daniel Ellsberg no julgamento dos papéis do Pentágono em 1971, espera que a idéia ajude os que querem legalizar o jogo nos EUA, cujo Congresso aprovou no ano passado uma lei que proíbe o pôquer online, na tentativa de proteger as crianças dos sites de jogos. Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,56
    3,261
    Outras moedas
  • Bovespa

    18h21

    1,28
    73.437,28
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host