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02/10/2007

Movimento para cortar o abuso de medicamentos

Financial Times
Andrew Jack
Em Londres

Londres
A empresa alemã que lançou a talidomida está em vias de fechar um acordo inovador que poderia ajudar a fortemente reduzir o abuso de medicamentos por usuários não autorizados.

Sebastian Wirtz, diretor da Grunenthal, disse que sua empresa poderia, até o final do ano, assinar um contrato que combinará sua "fórmula resistente ao mau uso" com um remédio produzido por outra empresa. Ele recusou-se a dizer o nome desta antes do anúncio oficial.

TALIDOMIDA
Reuters - 14.set.2007
 
NO BRASIL
O acordo seria um marco nos esforços das agências de controle de narcóticos do mundo todo para prevenir a prática de desvio de drogas para uso por viciados ou até como drogas recreativas.

Nos últimos anos, a Agência de Fiscalização de Drogas americana levantou preocupações com o abuso crescente de altas doses de opiáceos, como OxyContin, que são legalmente vendidos a pacientes para controlar a dor, mas freqüentemente são roubados ou obtidos com receitas falsas, triturados, dissolvidos e injetados.

Wirtz disse que a Grunenthal, que se especializa em remédios contra a dor, tomou a dianteira em desenvolver formas de impedir isso.

Ele descreveu a fórmula resistente da empresa como "extremamente difícil de destruir: não dá para quebrá-la com 50 marteladas. Não se dissolve na água -é viscosa demais. E não dá para injetá-la."

Várias outras empresas, incluindo a Acura e a Collegium Pharmaceuticals, especializam-se em desenvolver diferentes fórmulas contra o abuso, enquanto fabricantes como a Shire, que produz remédios contra o distúrbio de déficit de atenção, já lançaram versões para limitar o mau uso.

Os EUA estimam que os analgésicos sejam as drogas mais freqüentemente abusadas, à frente das baseadas em substâncias ilícitas, que são lideradas pela maconha.

Os tranqüilizantes ficam na frente da cocaína, seguidos de estimulantes receitados.

Em seu relatório anual do ano passado, o Conselho Internacional de Controle de Narcóticos ressaltou a questão do desvio e manipulação de remédios receitados.

Disse que a prática tinha sido fomentada não só pela facilidade de acesso, mas também por uma "crença errônea que esses produtos são menos nocivos que drogas manufaturadas ilicitamente".

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