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02/01/2008

Estúdios americanos são atraídos por Bollywood

Financial Times
Joe Leahy
Em Mumbai

Os investidores internacionais se preparam para fazer um ataque sem precedentes a Bollywood este ano, com vários estúdios de Hollywood e um grupo de fundos listados em Londres tentando conseguir uma parte do mercado de cinema mais prolífico do mundo.

Grupos de estúdios como a Sony Pictures Entertainment, a Viacom, que controla a Paramount Pictures, e a Disney estão trabalhando em novos lançamentos e parcerias que lhes darão acesso à indústria de cinema da Índia, antes fechada e peculiar.

"O fato é que a indústria na Índia está ficando cada vez mais igual à do resto do mundo", disse Michael Lynton, presidente e executivo-chefe da Sony Pictures Entertainment. "Se parece mais com um negócio que entendemos do que parecia talvez dez ou 15 anos atrás, e a tendência é tornar-se ainda mais parecida."

As receitas de bilheterias da indústria de filmes de Bollywood em língua hindi, baseada principalmente em Mumbai [antiga Bombaim], e os equivalentes nas línguas regionais do país, concentrados principalmente nos Estados do sul, cresceram a um índice anual de 16%, segundo a PwC. A indústria gerou receitas de US$ 2,1 bilhões em 2006 e deverá valer o dobro disso nos próximos três anos, segundo a empresa de serviços profissionais.

Dominada no passado por dinastias de diretores e atores, muitas vezes com fontes de verbas nebulosas, incluindo possivelmente o submundo indiano, a indústria está avançando para um modelo corporativo. Os filmes estrangeiros até agora respondiam por apenas uma fração das bilheterias indianas, levando muitos estúdios de Hollywood a pensar em fazer filmes em língua local para aumentar sua participação no mercado.

A Sony foi o primeiro, com o lançamento em novembro de um filme musical em hindi, "Saarwariya", a primeira produção de Hollywood de um filme de Bollywood. Ele teve uma dura recepção da crítica, mas faturou US$ 20 milhões nas primeiras semanas de lançamento, comparado com um custo de produção de US$ 8 milhões, segundo a Sony.

Ela assinou um contrato com uma das principais companhias cinematográficas da Índia, a Eros International, que também está listada no Mercado de Investimento Alternativo (AIM, na sigla em inglês) de Londres, pelo qual as duas empresas pretendem fazer de quatro a seis filmes indianos por ano.

Enquanto isso, a Indian Film Company, um fundo de investimentos também listado na AIM e administrado por uma companhia controlada pela Viacom e pelo empresário de TV indiano Raghav Bahl, pretende capturar de 20% a 25% do mercado de Bollywood, com quatro grandes filmes em produção.

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