De olho na Copa de 2014, Brasil quer investir em infra-estrutura aeroportuária

Jonathan Wheatley, em São Paulo

Quem está aguardando ansiosamente por 2014 e por aquilo que deverá ser o maior feriado futebolístico da vida - a Copa do Mundo no Brasil - recebeu algumas boas notícias da área de transportes.

A Infraero, a companhia estatal que administra a maioria dos aeroportos brasileiros, pretende investir R$ 4 bilhões (? 1,6 bilhão, US$ 2,5 bilhões, £ 1,3 bilhão) até 2010 para garantir que as multidões consigam viajar de jogo a jogo através deste vasto país.

Os aeroportos brasileiros estão freqüentemente lotados, e nos últimos dois anos ficam quase paralisados em períodos de pico nos feriados, enquanto uma infra-estrutura insuficiente não dá conta da pressão adicional provocada por dois desastres - um avião de passageiros caiu na Floresta Amazônica após uma colisão em pleno ar com uma outra aeronave; um outro desintegrou-se ao pousar em São Paulo há um ano -, bem como por reparos emergenciais das pistas e greves de controladores de tráfego aéreo.

Mas o anúncio feito pela Infraero não foi bem recebido por todos. Os críticos afirmam que a instituição deveria concentrar-se no seu papel de promover o desenvolvimento econômico por todo o Brasil, ao invés de basear as suas prioridades de investimentos em um torneio esportivo.

"Já temos problemas graves com as viagens aéreas, e existem enormes lacunas na rede que precisam ser preenchidas", afirma Saturnino Sérgio da Silva, diretor de infra-estrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Com a 'interiorização' da economia brasileira, especialmente devido ao crescimento dos agronegócios e da produção de açúcar e etanol, os investidores estrangeiros estão sentido dificuldade em circular pelo país devido à falta de aeroportos", diz Sérgio Silva. "Os funcionários de alguns aeroportos importantes viram-se paralisados pelas investigações conduzidas pelos órgãos fiscalizadores".

"Não estou muito satisfeito com o fato de o motivo para o investimento ser um jogo", afirma Sérgio Silva. "O Brasil precisa fazer um planejamento sério para proporcionar o transporte que atualmente é vital, e que será ainda mais importante no futuro". UOL

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