Como inúmeras tentativas não conseguiram salvar o Lehman da falência

Henny Sender, Francesco Guerrera, Peter Thal Larsen e Gary Silverman

Em 29 de maio de 2007, com o tempo se esgotando em um dos maiores booms imobiliários mundiais da história, Richard Fuld jogou os dados no mercado de imóveis americano mais uma vez.

As chances não eram boas para o presidente do banco de investimento Lehman Brothers. Fazia quase um ano desde que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, tinha colocado um fim à era do dinheiro barato com uma série de aumentos nas taxas de juros, elevando sua taxa de empréstimo overnight de 1% em junho de 2003 para 5,25% em junho de 2006. Tinham se passado mais de três meses desde que o HSBC se tornara o primeiro grande banco global a revelar perdas multibilionárias em empréstimos hipotecários subprime. O ciclo de crédito estava mudando, como ocorreu tantas vezes antes durante as quatro décadas de Fuld no Lehman, mas ele ainda se sentia com sorte.

Como resultado, o Lehman, um banco com pouco mais de US$ 20 bilhões em patrimônio líquido na época, se uniu à incorporadora Tishman Speyer e ao Bank of America para gastar US$ 15 bilhões na Archstone-Smith Trust, uma empresa de investimento imobiliário com um portfólio gigante de apartamentos nos bairros "mais desejáveis" das grandes cidades americanas.

O Lehman tinha motivos para acreditar que ainda poderia ganhar dinheiro com imóveis americanos. A Blackstone, uma empresa de private equity dirigida pelos ex-executivos do Lehman, Steve Schwarzman e Pete Peterson, tinha acabado de surpreender Wall Street ao fechar uma série de acordos lucrativos de venda de várias torres comerciais adquiridas como parte de sua compra altamente alavancada da Equity Office Properties, por US$ 35 bilhões, poucos meses antes.

O negócio da Archstone também era consistente com a cultura de alto risco, e alto retorno, que se enraizou no Lehman. Com menos capital do que rivais como Goldman Sachs e Morgan Stanley, o Lehman era conhecido por lutar em categorias acima de seu peso e por ser mais rápido em aproveitar as oportunidades. Fuld, um ex-corretor de títulos conhecido pelos associados como "o gorila", era a personificação desta cultura. Um homem de modos militares conhecido por seu estilo direto de administração, ele estava determinado, após restabelecer a independência do banco da American Express, em devolvê-lo ao topo de Wall Street.

Ele quase conseguiu. Nos meses que antecederam a Archstone, o Lehman valia US$ 60 bilhões e era visto como um dos bancos melhor administrados de Wall Street. Fuld também se mostrou bastante ciente das tempestades que se formavam no sistema financeiro. No Fórum Econômico Mundial do ano passado em Davos, ele falou abertamente sobre estar "realmente preocupado" com os riscos apresentados pela valorização dos imóveis, a alavancagem excessiva, e a alta dos preços do petróleo e commodities.

Fuld podia estar ciente dos problemas à frente e preparado para tomar precauções, dentro do Lehman, mas como um pessoa lá de dentro se recorda, "a máquina de aquisição ainda operava a toda".

Olhando para trás, o negócio com a Archstone foi um sinal de que o Lehman estava perdendo seu toque. Enquanto o acordo era fechado, uma era de lucros com compras e vendas alimentas por imenso endividamento barato estava chegando ao fim. Na Blackstone, Jon Gray, o chefe de imóveis do grupo, já confessava aos associados que as vendas das torres de escritórios feitas pela empresa em abril de 2007 seriam impossíveis um mês depois. Fuld, em outras palavras, cometeu o pecado capital em Wall Street - comprar no ápice do mercado.

A Archstone foi um fardo para o Lehman, parte de ativos imobiliários debilitantes no valor de mais de US$ 30 bilhões que o banco não conseguia vender e os investidores não podiam mais tolerar. Valendo US$ 60 bilhões poucas semanas antes do negócio da Archstone, o Lehman valia US$ 2 bilhões na última sexta-feira, antes do fracasso dos esforços para vender o banco o levarem a buscar proteção contra seus credores.

A aposta que deixou o Lehman com um portfólio imenso de imóveis sem liquidez não destoava de um banco construído à imagem de seu combativo presidente de 62 anos. Fuld era conhecido como um operador sagaz, alavancando seu banco nos mercados de renda fixa e empregando sua pequena pilha de capital para correr grandes riscos e obter retornos ainda maiores do que os de seus rivais maiores. O Lehman se achava um azarão esperto - não apenas bom em perceber as oportunidades, mas também inteligente o suficiente para pular fora a tempo.

Era uma fórmula propensa a problemas. Em 1998, quando executivos de Wall Street e reguladores se reuniram no Federal Reserve de Nova York para socorrer o fundo hedge Long-Term Capital Management (LTCM), o Lehman foi autorizado a desembolsar menos dinheiro do que a maioria de seus concorrentes - um reconhecimento tácito de que ele tinha seus próprios problemas.

Mas Fuld tirou o Lehman do precipício de modo implacável, pressionando os reguladores a conter os rumores e estimulando seus funcionários. Sua capacidade de inspirar foi exibida depois que os ataques do 11 de Setembro forçaram o Lehman a evacuar seus escritórios e se mudar para um hotel no centro. Lá, Fuld se dirigia aos seus funcionários como um general prestes a entrar em combate.

Com o Fed mantendo os juros baixos para evitar uma recessão após os ataques terroristas, o Lehman cresceu rapidamente, tendo um papel exagerado no mercado de securitização e no setor de empréstimos alavancados - e produzindo trimestre após trimestre de lucros recordes de 2005 a 2007. Fuld era considerado um visionário e era remunerado como tal, com o Lehman lhe pagando um bônus de US$ 186 milhões em ações em 2006 - provocando críticas de que o conselho diretor do banco de investimento tinha se aconchegado demais ao presidente-executivo.

Mas à medida que o Lehman crescia, sinais de tensões internas começaram a despontar. Em 2004, Fuld escolheu Joe Gregory, um ex-corretor de papéis comerciais, como presidente e diretor chefe de operações - na prática o seu sucessor. Gregory personificava a cultura leal e cooperativa do Lehman. Mas ex-colegas disseram que ele se tornou obcecado com os processos administrativos e práticas de recrutamento, negligenciando a gestão de risco.

Eles também o acusam de aumentar o apetite pelo risco e de forçar a saída dos executivos que discordavam. Um dos banqueiros do Lehman que pedia cautela, disseram ex-colegas, era Mike Gelband, o ex-chefe de renda fixa, que partiu no início de 2007.

Na época do acordo da Archstone e por alguns meses depois, pessoas de dentro do Lehman se recordam de pouca ou nenhum objeção interna. Em vez disso, os executivos continuavam tão obstinados que se parabenizavam por terem adquirido a Archstone a preço barato.

As críticas internas se tornaram mais comuns depois que Gregory ajudou a colocar Erin Callan como diretora financeira chefe em meados de 2007. Uma respeitada banqueira de investimentos, Callan era amplamente considerada um raro exemplo de mulher nos altos escalões de Wall Street. Mas alguns banqueiros do Lehman questionavam se colocar uma negociadora como encarregada dos livros era a medida certa a tomar com o agravamento da crise das hipotecas subprime.

O papel de Fuld nessas decisões era difícil de definir porque seus colegas disseram que ele estava cada vez mais distante. Fuld passava cada vez mais tempo em sua mansão em Idaho ou viajando ao redor do mundo. "Quando Dick vinha era como uma visita de Estado", disse um banqueiro de Londres. Alguns banqueiros também acreditam que Gregory blindava Fuld do que estava acontecendo e desencorajava os executivos a aumentarem suas críticas ou relatar más notícias. "Joe era como o guarda-costas de Dick", disse um importante banqueiro.

Pode ser argumentado que comentários mais lúcidos sobre o Lehman vinham de administradores de fundos hedge como David Einhorn, do Greenlight Capital, que repetidamente questionava se os problemas do banco eram mais profundos do que muitos imaginavam. O Lehman tentava afastar essas críticas, mas os investidores provocaram uma queda no valor das ações do banco.

O Lehman tentou escorar suas defesas neste ano, obtendo uma linha de crédito de US$ 2 bilhões junto a seus bancos em 14 de março - na sexta-feira anterior ao Fed orquestrar a venda do Bear Stearns ao JPMorgan Chase. Como parte do socorro, o Fed disse que disponibilizaria seus empréstimos para corretoras de ações, uma medida amplamente vista por Wall Street como influenciada por Fuld, que era membro do conselho do Fed de Nova York. De fato, alguns banqueiros se referiam à medida como a Lei Salve o Lehman de 2008. Mesmo assim, ela forneceu apenas um respiro temporário.

O acesso do Lehman ao empréstimo parecia prenunciar uma fuga de capital do banco ao estilo Bear. Mas Einhorn continuou questionando o valor que o Lehman atribuía aos seus ativos. Os analistas se mostravam particularmente céticos em relação ao negócio da Archstone, argumentando que ele deveria ser desvalorizado em 30% - de acordo com empresas de investimento imobiliário semelhantes e os índices relevantes. Nesse caso, os US$ 4 bilhões do Lehman em ativos "ponte" para a compra da Archstone, que deveriam ser substituídos por ativos de outras fontes- não valeriam nada.

Em junho, o Lehman surpreendeu o mercado com uma perda de US$ 2,8 bilhões. O banco demonstrou suas conexões no mundo financeiro ao conseguir levantar US$ 6 bilhões em novo capital. Hank Greensberg, o ex-executivo-chefe do AIG, investiu por meio de seu veículo CV Starr, juntamente com o fundo de pensão do Estado de Nova Jersey; Wes Edens, um ex-executivo do Lehman e fundador do Fortress Investment Group; e o GLG, um fundo hedge com 20% de propriedade do Lehman.

Mas para seus críticos, o relatório de lucros do Lehman continha motivos adicionais para preocupação. Apesar do prejuízo, ele apontava as ações da Archstone a 85 centavos de dólar - bem mais do que os críticos achavam apropriado.

O que os fundos hedge não sabiam era que a busca do Lehman por novo capital passou a ser internacional. Antes de levantar US$ 6 bilhões junto a fontes domésticas, o Lehman procurou investimento do Banco de Desenvolvimento da Coréia, um emprestador estatal sul-coreano.

Dois dias depois do anúncio dos lucros, Gregory e Callan foram demitidos, e Bart McDade, o chefe anterior do setor de equities do Lehman, foi nomeado presidente. A mudança provocou mais turbulência dentro do banco. Os executivos que partiram, como Gelband e Alex Kirk, um ex-banqueiro de renda fixa, retornaram a cargos importantes. Em Londres, Jeremy Isaacs, um executivo de longa data que supervisionou a expansão do Lehman na Europa e na Ásia, sinalizou que queria sair.

Em público, Fuld embarcou em uma cruzada para deter o que considerava uma campanha orquestrada para afundar o Lehman por um pequeno grupo de short-sellers (pessoas que vendem títulos que não possuem). Ele pediu para que a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) agisse, apresentando um dossiê volumoso de "evidências". A SEC no final endureceu as regras que proíbem o short-selling abusivo para o Lehman e outros grupos financeiros. Mas Fuld foi mais longe, telefonando para alguns pares em Wall Street para dizer que soube que os corretores deles estavam espalhando falsos rumores sobre seu banco.

Mas essas ações nos bastidores apenas serviam para confirmar as ansiedades dos críticos de Fuld. No final de junho e início de julho, ele começou a discutir a possibilidade de uma aquisição de ações pelos administradores e deu início a negociações com meia dúzia de firmas de private equity, com a idéia de que cada uma investiria cerca de US$ 2 bilhões. Essas negociações também não foram a lugar nenhum. Em agosto, os analistas esperavam prejuízo, com o JPMorgan prevendo uma possível perda de US$ 4 bilhões. O preço das ações caiu acelerado.

Dentro do banco, o ambiente era de cerco. "Era como Forte Apache, Bronx", disse um alto funcionário, em referência ao filme centrado em uma delegacia de Nova York sitiada.

Durante a primeira semana de agosto, o Lehman recebeu altos executivos do Banco de Desenvolvimento da Coréia (KDB) e do Citic Securities da China em sua sede em Nova York, para negociações de compra de uma grande participação no banco. Fuld recebeu seus convidados com uma demonstração de força, disseram pessoas familiarizadas com as negociações. Mesmo quando não estava na sala, ele dirigia as negociações, segundo um conselheiro do KDB, e não dava virtualmente nenhuma informação sobre os ativos do Lehman. Ele disse para outra pessoa familiarizada com os possíveis compradores que fornecer as 2.800 posições no livro de imóveis, com a devida diligência no prazo exigido, era impossível de qualquer forma. "Os coreanos estavam bastante receptivos", disse essa pessoa. "Mas então Fuld tentou mudar os termos e eles desistiram do negócio." O Lehman se recusou a comentar sobre o papel de Fuld nas negociações.

Ao mesmo tempo, o Lehman começou a conversar com compradores potenciais para todo ou parte de seu portfólio de imóveis, incluindo a Blackstone e Colony Capital, outro hábil agente no mercado. O Lehman disse na semana passado que planejava vender seu portfólio britânico de US$ 4 bilhões para o grupo de private equity BlackRock - fornecendo ao mesmo tempo 75% do financiamento - mas não encontrou compradores para outros ativos.

O Lehman também iniciou negociações com várias partes sobre seu negócio de gestão de ativos - sua jóia da coroa, incluindo a Neuberger Berman. A Carlyle, uma empresa de private equity, estava disposta a comprar a coisa toda por cerca de US$ 7 bilhões e dar ao Lehman o direito de recompra, mas o Lehman decidiu esperar por um melhor negócio e rejeitou a oferta do Carlyle, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Na semana passada, Fuld tentou uma abordagem diferente, dizendo que o Lehman tentaria vender uma participação de 55% na divisão de gestão de ativos e colocar US$ 30 bilhões em imóveis comerciais em uma estrutura separada de "banco ruim", que permitiria a sobrevivência do restante do Lehman. Mas seus esforços rapidamente passaram a ser vistos como uma tentativa de último recurso de vender o banco inteiro.

Quando o fim do Lehman finalmente chegou, ele foi rápido. Quando Hank Paulson, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e Tim Geithner, o presidente do Fed de Nova York, convocaram os chefes de alguns dos maiores bancos do mundo para discutir a crise na sexta-feira, não demorou muito para perceberem que o Lehman estava condenado.

Titãs de Wall Street incluindo Lloyd Blankfein, da Goldman Sachs, John Mack, do Morgan Stanley, e John Thain, do Merrill Lynch, ficaram horas reunidos em uma tentativa de conceber um plano para aquisição de US$ 33 bilhões em ativos comerciais do Lehman. O negócio, que lembrava ao socorro ao LTCM em 1998, visava facilitar a venda do Lehman para o Bank of America ou ao Barclays do Reino Unido.

Mas havia um empecilho: nenhum candidato estava preparado para fazer uma oferta pelo Lehman sem uma garantia do governo que permitiria ao banco continuar operando até a conclusão da tomada. Quando Paulson indicou que não haveria repetição da intervenção que ajudou o JPMorgan Chase a adquirir o Bear Stearns e permitiu ao governo assumir a Fannie Mae e Freddie Mac, as gigantes de empréstimo hipotecário, as chances do Lehman tinham se acabado. O Bank of America rapidamente anunciou que iniciaria discussões de fusão com o Merrill Lynch, enquanto o Barclays se retirou da negociação.

Tudo o que restou aos executivos do Lehman era dar início ao amargo ritual do pedido de falência. Estranhamente, ele foi pressagiado há sete anos pelo próprio Fuld. Quando perguntado, em uma entrevista ao "Financial Times", se o patrimônio líquido do Lehman de US$ 7,2 bilhões era suficiente para um banco de investimento, ele respondeu com uma história sobre jogar 21 em um cassino de Las Vegas três décadas antes.

Um jovem corretor de títulos da Lehman na época, Fuld disse que estava jogando por alguns poucos dólares quando um alto apostador sentou à mesa. A sorte do alto apostador era terrível, mas toda vez que ele perdia, ele dobrava a aposta. Fuld ficou tão impressionado que começou a fazer anotações em um guardanapo. "Esta é a resposta", ele pensou. "Pegue capital suficiente e dobre."

Mas a medida que a alvorada se aproximava, a sorte do grande apostador foi piorando. Com um estalar de dedos, ele convocava um subalterno com uma pasta cheia de dinheiro, e apesar das pastas continuarem chegando, ele continuava perdendo. O apostador no final foi embora US$ 4,5 milhões mais pobre - seu rosto tão marcado de medo que Fuld chegou a sentir dor de estômago.

"Não me importa quem você é", disse Fuld. "Você não tem capital suficiente."

Do Alabama para um segundo ato condenado

Para uma geração de executivos de Wall Street, era difícil acompanhar os relatos das negociações desesperadas do Lehman Brothers para vender a si mesmo sem lembrar os eventos que se desenrolaram no banco há mais de duas décadas. "Eu estou assistindo isso como um triste fascínio", disse um ex-sócio do Lehman na semana passada. "É como déjà vu, mas por motivos diferentes."

O Lehman perdeu sua independência em 1984, após uma disputa de poder amarga entre seus dois principais executivos, Pete Peterson e Lewis Glucksman. Apesar da disputa, narrada no best seller de Ken Auletta, "Greed and Glory on Wall Street: The Fall of the House of Lehman", ter ajudado a destruir a velho Lehman, as carreiras de muitos de seus astros, de Stephen Schwarzman e Edward Altman a Peter Solomon e Steven Rattner, continuaram a florescer.

Glucksman, que morreu em 2006, parecia ter vencido com a saída de seu rival em 1983, apenas para ser forçado a vender seu prêmio um ano depois para a American Express, que fundiu o banco com sua própria corretora, a Shearson. Peterson foi em frente em fundou o Blackstone Group, a firma de private equity, juntamente com Schwarzman. Apesar de Glucksman ter deixado o Lehman após sua venda, um de seus protegidos, Richard Fuld, se tornaria o principal responsável pela revigoramento do banco após sua futura separação da American Express, em 1994.

Fundado em Montgomery, Alabama, em 1850, por imigrantes judeus alemães, o Lehman Brothers nasceu como um comércio geral, abrindo filiais para vender algodão. A Guerra Civil americana interrompeu a economia do Sul, levando Emanuel e Mayer Lehman a se mudarem para o norte, para Nova York, e a atuarem além do algodão, negociando outros commodities e, posteriormente, valores mobiliários.

No início dos anos 1900, o Lehman ajudava grandes nomes da América corporativa como Sears, Roebuck e F.W. Woolworth a levantarem capital. Herbert Lehman, descendente da família fundadora, sucedeu Franklin Delano Roosevelt como governador de Nova York em 1933.

Quando o governo americano forçou as instituições financeiras a optarem entre o setor de banco comercial e valores mobiliários nos anos 30, o Lehman optou pelo segundo.

O banco se tornou uma das instituições mais poderosas de Wall Street. Apesar de sempre ter contado com banqueiros e corretores talentosos, a ênfase do banco na iniciativa individual parecia convidar dissidência entre os altos executivos, escreveu Auletta. De fato, Peterson chegou ao poder após uma batalha no conselho diretor que levou ao afastamento de seu antecessor, Fred Ehrman, em 1973. George El Khouri Andolfato

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