"Estrangeiros são capazes de trabalhar o dia inteiro comendo sanduíches minúsculos, diz empregador britânico

Alistar Gray

Na Lavanderia Haven Green, o proprietário iraniano elogia as virtudes dos trabalhadores migrantes.

Quando Hossein Sajjadi reformou a sua mais recente unidade em Ealing, no oeste de Londres, a experiência lhe dizia que os trabalhadores britânicos qualificados não seriam necessariamente a sua primeira escolha durante as contratações para as obras. "Eles chegam de manhã bem tarde, fazem um intervalo às 9h30 e almoçam ao meio-dia", diz Sajjadi, rindo. "Eles precisam de um outro intervalo às 15h, e saem no máximo às 17h".

"Já os trabalhadores europeus orientais são capazes de trabalhar o dia inteiro comendo sanduíches deste tamanho", afirma o dono da lavanderia, unindo as extremidades dos dedos polegar e indicador.

Os poloneses, em particular, nunca estiveram tão presentes em Ealing desde que os seus compatriotas deixaram a base vizinha da Real Força Aérea, em Northol, na Batalha do Reino Unido.

Os trabalhadores e os residentes locais apresentam diversas explicações para as perspectivas diferentes dos trabalhadores britânicos e dos seus colegas estrangeiros durante a recessão.

"Nós trabalhamos arduamente porque a vida na Polônia não é tão fácil", afirma Seweryn Ploskonka, que trabalha em uma agência de viagens. "Os trabalhadores ingleses só fazem aquilo que são mandados, e nada mais".

Mas Dave Perkins, que desistiu de trabalhar na construção civil há seis anos para tornar-se motorista de táxi, recusa-se a aceitar a popular teoria do "britânico preguiçoso".

"Estamos sendo cortados pela metade", afirma ele ao referir-se à sua decisão de abandonar o setor de construção civil. "Se você for a praticamente qualquer pub daqui às cinco da tarde, tudo o que verá serão ex-trabalhadores da construção civil que não têm mais nada o que fazer".

Tradução: UOL

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