Geração de empregos é comemorada pela Casa Branca

Sarah O'Connor
Em Washington (EUA)

O programa de estímulo econômico americano salvou ou criou diretamente 640 mil empregos até o momento, disse a Casa Branca na sexta-feira, enquanto encontrava formas de mostrar que seu pacote de US$ 787 bilhões estava funcionando, apesar da persistência do alto desemprego.

Dados desta semana mostraram que a economia americana começou a crescer de novo, mas o governo Obama enfrenta crescentes críticas de que desperdiçou o dinheiro dos contribuintes no estímulo.

A Casa Branca tentou rebater isso apontando para os números do emprego e até mesmo colocando vídeos em seu site, mostrando os dólares em ação. Os números mostravam que metade dos empregos era na área de educação e 12,5% na área de construção.

"Estes relatórios são uma forte confirmação de que (...) estamos no caminho para criar ou salvar 3,5 milhões de empregos, por meio da Lei de Recuperação, até o final do próximo ano", disse o vice-presidente Joe Biden.

Entretanto, outros dados mostravam na sexta-feira que o consumo caiu no mês passado, após quatro meses de crescimento, acentuando a precariedade da recuperação. Na próxima semana, os economistas esperam que os números do emprego mostrem que a economia perdeu outros 175 mil empregos em outubro, aumentando o índice de desemprego para 9,9%.

As estimativas de empregos criados ou salvos por meio do estímulo vêm dos recebedores diretos dos recursos do programa, como os governos locais e estaduais, universidades, empresas privadas e organizações comunitárias.

Mas as críticas têm crescido em torno de alguns dados preliminares do estímulo, divulgados pela Casa Branca. Até mesmo o Instituto de Política Econômica, um centro de estudos de inclinação esquerdista e que apoiou fervorosamente o estímulo, disse que há sérios problemas com os números.

Enquanto os dados americanos eram divulgados, o Banco do Japão se juntou a outros bancos centrais na adoção de passos para remover gradualmente as medidas de emergência voltadas ao impacto da crise financeira, dizendo que pararia de comprar títulos corporativos e papéis comerciais no final do ano.

A medida do banco central do Japão de encerrar suas compras de dívidas corporativas ocorreu quando dados mostraram que a economia continua se recuperando, com o desemprego diminuindo inesperadamente pelo segundo mês consecutivo.

A taxa de desemprego caiu de 5,5% em agosto e de um recorde de 5,7% em julho para 5,3% em setembro, indicando que a melhora nas exportações e na produção estava refletindo nos empregos.

Reportagem adicional de Michiyo Nakamato, em Tóquio (Japão).

Tradução: George El Khouri Andolfato

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