Empresas londrinas cortam tradicionais festas de Natal

Jonathan Guthrie

Empresas sem dinheiro estão cancelando suas festas de Natal e descartando as celebrações tradicionais em um esforço para contenção de gastos.Mesmo empresas que estão se saindo bem não querem ser vistas festejando quando os tempos estão difíceis para as demais, disseram organizadores de eventos para o "Financial Times".

A Concerto, uma grande empresa de eventos de Londres, disse que um entre cinco de seus clientes regulares cancelaram uma festa organizada em prol de um almoço rápido ou algumas poucas cervejas em um bar. Metade delas ainda não definiu uma festa formal de Natal.

Trevor Foley, um consultor de eventos, disse que as empresas hoteleiras estão protegidas do impacto da crise financeira porque muitos clientes tinham reservado festas antes de seus efeitos plenos serem sentidos.

"Alguns hotéis de West End estão oferecendo festas de natal por 45 a 50 libras por pessoa, em comparação a 120 libras em 2008", disse Foley.

A KPMG cancelou um coquetel de Natal para 1.000 convidados, que por 30 anos foi um evento fixo do calendário da empresa em Birmingham, uma das cidades mais duramente atingidas pela recessão.

O sócio Mel Egglenton disse: "Nossos clientes estão em dificuldades e este foi um ano duro também para nós. Eu fui o sujeito infeliz que teve que cancelar o Natal".

Má publicidade é o fantasma no banquete dos bancos. No ano passado, os paparazzi, mais acostumados a fotografar Amy Winehouse, rondaram as festas de Natal dadas pelos bancos, na esperança de fotografar banqueiros bebendo champanhe. O Lloyds Banking Group, no qual o governo possui uma participação de 43%, disse que "assumiria uma abordagem prudente nas atividades sociais".

Aparentemente o Goldman Sachs, que emprega 5.500 pessoas em Londres, manterá a fórmula estabelecida no Natal passado, quando as equipes celebraram individualmente e às custas de cada membro.

O hotel Dorchester, na Park Lane de Londres, informou uma alta demanda por salões de jantar privados em dezembro, talvez por fornecerem maior privacidade para os grupos de financistas. O aperto de cinto coletivo pareceu algo sovina para Mike Kershaw, presidente da Concerto, que alertou que isso devastaria muitas pequenas empresas dependentes dos eventos de Natal. O empresário estimou que 15 mil pessoas a menos frequentariam festas organizadas pela Concerto neste Natal, uma redução de 25%.

Tradução: George El Khouri Andolfato

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