Exclusivo para assinantes UOL

A felicidade que os norte-americanos ainda podem comprar

Algo incomum aconteceu nas universidades norte-americanas no mês passado. Duas faculdades, a Northeastern e a Hofstra, que jogavam futebol americano há mais de 70 anos, pararam de repente. O futebol simplesmente ficou muito caro. Em meio à recessão, e antes dos jogos da final da temporada de inverno, será este o retorno à sanidade que os críticos do jogo universitário esperam há um século? Northeastern e a Hofstra abandonaram o campeonato de futebol americano Os excessos do futebol universitário atingiram novos níveis de absurdidade desde os anos 90, escreve Michael Oriard em seu novo livro "Bowled Over". As faculdades jogam dinheiro que não têm no futebol. "Sob qualquer perspectiva razoavelmente objetiva", diz Oriard, "a necessidade de reforma parece imensa. É obviamente uma loucura que um técnico de futebol ganhe várias vezes mais do que o diretor de uma universidade". Oriard conhece bem esse universo. Ele jogou futebol na Universidade Notre Dame e na NFL antes de se tornar professor de inglês na Universidade do Estado de Oregon. Sua prosa é leve e ponderada. Mas, como muitos críticos e defensores do futebol universitário, com frequência ele parece errar o alvo e esquecer para quê serve o jogo universitário.

UOL Cursos Online

Todos os cursos