Obama promete aumentar esforço para impedir ataques terroristas nos EUA

Harvey Morris e Jim Pickard
Em Nova York (EUA) e em Londres (Reino Unido)

O presidente Barack Obama prometeu nesta segunda-feira renovar os esforços para impedir ataques terroristas domésticos, após seu governo ter reconhecido as falhas de segurança que permitiram que um homem armado com explosivos embarcasse em um voo transatlântico com destino a Detroit no Natal.

Em sua primeira declaração pública sobre o incidente, Obama, que está descansando no Havaí, alertou aos grupos no exterior que estão tramando contra os Estados Unidos que seu país fará "mais do que apenas fortalecer suas defesas".

Seus comentários foram feitos após uma declaração pela internet, supostamente da Al Qaeda na Península Árabe, reivindicando a responsabilidade pelo ataque frustrado e dizendo que foi realizado em resposta aos ataques apoiados pelos Estados Unidos contra o grupo no Iêmen.

As autoridades norte-americanas ainda precisam atribuir o incidente a alguma organização e determinar se foi obra ou não de apenas um indivíduo.

Antes do discurso de Obama, Janet Napolitano, a secretária de Segurança Interna, recuou de sua insistência anterior de que o sistema de segurança nos aeroportos americanos tinha funcionado.

"Nenhum secretário de segurança interna sentaria aqui e diria que o sistema funcionou... permitindo que esse indivíduo embarcasse no avião", ela disse à "Fox News".

Um nigeriano de 23 anos, Umar Farouk Abdulmutallab, foi acusado no sábado de tentar destruir um avião que decolou do aeroporto Schiphol, em Amsterdã. Ele foi detido pelos passageiros e tripulação após supostamente inflamar uma mistura de produtos químicos escondidos em suas roupas.

Posteriormente veio à tona que ele estava em um banco de dados norte-americano de suspeitos potenciais, após seu pai ter expressado preocupações a respeito das crenças e comportamento de seu filho, mas ele não foi impedido de voar para os Estados Unidos.

Falando para o programa "Today" da "BBC Radio 4", Alan Johnson, o ministro do Interior britânico, revelou que Abdulmutallab foi colocado em uma lista de vigilância em maio deste ano, após as autoridades britânicas terem se recusado a renovar seu visto de estudante. A recusa supostamente está relacionada a uma matrícula para um curso acadêmico fantasma.

Johnson disse à "BBC" que a polícia e os serviços de segurança estavam examinando se ele se radicalizou enquanto estudava no University College London, de 2005 a 2008. "Se alguém está em nossa lista de vigilância, essa pessoa não entra neste país", disse Johnson.

Tradução: George El Khouri Andolfato

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