Petroleiras criam fundo para resposta a vazamentos no Golfo do México

  • 28.abr.2010 - Chris Graythen/Getty Images/AFP

    Barcos trabalham na coleta do petróleo que vazou no Golfo do México (EUA) após explosão de plataforma

    Barcos trabalham na coleta do petróleo que vazou no Golfo do México (EUA) após explosão de plataforma

Quatro das maiores companhias de petróleo do mundo anunciaram na quarta-feira (21/07) que estão reservando US$ 1 bilhão (R$ 1,78 bilhão) para formarem uma joint venture que criará um sistema de resposta e contenção de vazamentos de petróleo em águas profundas no Golfo do México.

A ExxonMobil, a Royal Dutch Shell, a Chevron e a Conoco-Phillips investirão inicialmente 25% cada uma em uma companhia independente, segundo fontes envolvidas com o plano. A British Petroleum não foi incluída no projeto.

Caberá à joint venture desenvolver e disponibilizar equipamentos nas águas do Golfo do México para prevenir um outro vazamento da magnitude daquele ocorrido no poço Macondo da British Petroleum. A joint venture permitirá que outras companhias que operam em águas profundas tenham acesso ao equipamento caso enfrentem um acidente desse tipo.

A joint venture é vista como uma tentativa por parte dos grupos petrolíferos de assegurar que terão autorização para voltar a fazer perfurações em águas profundas no Golfo do México depois que o governo dos Estados Unidos decretou a suspensão de novas perfurações devido ao vazamento do poço da British Petroleum.

A joint venture operará uma embarcação de contenção, capaz de capturar até 100 mil barris de petróleo por dia, e um outro equipamento de alta tecnologia que ficará na superfície do oceano para bombear o petróleo vazado para a embarcação de contenção.

“Esse será um equipamento de resposta dotado da maior sofisticação tecnológica”, informou uma das companhias. “Caso o impensável aconteça, nós seremos capazes de responder ao incidente em um período de 24 horas”.

Após o vazamento da British Petroleum, a indústria petrolífera como um todo foi criticada por não ter se preparado adequadamente para uma grande explosão, que no caso do poço Macondo, resultou em um vazamento de três meses de duração.

A pressão política sobre o governo Obama para revogar as perfurações de águas profundas no Golfo do México tem aumentado, devido ao estado precário da economia dos Estados Unidos e aos números relativos ao desemprego no país.

“A suspensão é uma medida radical, que prejudica desnecessariamente partes inocentes e que poderá esmagar um componente enorme e altamente bem sucedido da economia norte-americana”, adverte Robin West, diretor da empresa de consultoria PFC Energy.

Tradutor: UOL

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