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07/01/2009 - 01h54

Freakonomics.com: Listas e preços de lista

Freakonomics
Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt
Freakonomics.com
Oh, ser jovem de novo

É difícil de acreditar que faz 20 anos que a revista "The Economist" publicou um artigo sobre jovens economistas promissores. Eu me lembro de ter lido e relido aquele artigo. Eu estava particularmente impressionado com o fato de um jovem professor de Harvard chamado Alberto Alesina - cujo curso eu freqüentava - ter entrado na lista.

O curso de Alesina foi um dos melhores que cursei como estudante, mas antes de ler o artigo, eu não tinha idéia de que ele era um superastro: eu ignorava essas coisas e apenas escolhi o curso porque soava interessante. Eu agora suspeito que alguns dos meus colegas de classe eram melhor informados, porque dentre uma classe de cerca de 15 estudantes, pelo menos quatro agora fazem parte do quadro permanente de economistas de grandes universidades.

A última coisa no mundo que eu teria previsto naquela época, ao me formar e partir para consultoria administrativa, era que eu seria listado como um dos futuros astros da economia em um artigo semelhante que a revista "The Economist" escreveu 10 anos depois.

Agora, 10 anos após aquela honra, a revista publicou uma terceira lista da série. Apesar de agora eu já ter passado do ponto para inclusão, eu ainda consegui um pouco de espaço na mais recente listagem da revista da nova geração de talentos econômicos. É maravilhoso, por exemplo, ver meu amigo e co-autor Roland Fryer na lista, onde ele é descrito como meu "herdeiro intelectual". (Eu nem mesmo acho que ele se arrepiaria com esta descrição.) Meu amigo e colega da Universidade de Chicago, Jesse Shapiro, também na lista, é igualmente chamado de meu herdeiro, mas eu acho que ele discordaria com direito desse rótulo. Ele é um herdeiro de Gary Becker, Edward Glaeser, John Murphy e Andrei Shleifer, mais apropriadamente.

Por falar em herdeiros: Daqui 20 anos, seria o momento quase perfeito para minhas filhas mais velhas ingressarem na lista.

- Steven D. Levitt

Todos os mitos médicos devem cair!

Sinto muito, mães ao redor do mundo: na verdade, a leitura em baixa luminosidade não deixa alguém cego; sair com a cabeça descoberta no inverno não faz alguém congelar até a morte; e, como aponta um artigo de 19 de dezembro do "The New York Times", é possível comer poinsétias o dia todo e não se envenenar.

Todo esta derrubada de mitos médicos das Festas e outros é cortesia de nossos amigos do "British Medical Journal", que publicaram uma lista em duas partes de conceitos equivocados de saúde e relacionados às Festas em seu site, poucos dias antes do Natal.

É claro, não era preciso o "British Medical Journal" para corrigir a informação -uma rápida pesquisa no Google teria estourado a bolha de cada um desses três mitos que mencionamos.

A Internet pode ser boa para matar velhos mitos. Mas se os mitos podem se espalhar como vírus, como declara um artigo de fevereiro de 2008 na revista "Wired", eles também respondem às pressões da seleção natural com evolução?

-Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt

Por que os utilitários esporte morreram?

As fabricantes de automóveis mal conseguem dar de graça um veículo utilitário esporte (SUV) atualmente. A mais recente evidência disso, segundo uma reportagem de 24 de dezembro no "New York Times", é o fechamento de três fábricas da General Motors que fabricam SUVs, após o fechamento anterior de uma fábrica de SUVs da Chrysler.

O artigo aponta que as vendas de SUVs despencaram mais de 40% neste ano, em comparação a um declínio geral de 16% para veículos novos.

Se a causa aparente da queda das vendas é o preço alto da gasolina e a crescente preferência do consumidor por veículos mais eficientes em consumo de combustível, a queda nos preços da gasolina não significariam uma ressurreição nas vendas dos SUVs?

Eu posso pensar em alguns motivos para este não ser o caso:

1) Os consumidores acham que os atuais preços baixos da gasolina são temporários e que os preços da gasolina acabarão subindo. Portanto, eles não querem se ver amarrados a um veículo com desempenho ruim de consumo. A pergunta que isso gera é por que os consumidores estavam tão certos há seis meses que os preços da gasolina permaneceriam altos para sempre (o que provou ser falso), mas não acreditam agora que os preços permanecerão baixos?

2) A incerteza na flutuação dos preços da gasolina tira a diversão de ser dono de um SUV. Mesmo se os preços da gasolina não aumentarem significativamente no futuro, é tão desagradável ser dono de um SUV quando os preços da gasolina estão altos que as pessoas não querem correr esse risco quando os preços estão voláteis. Esta explicação parece um tanto simplista para mim, mas poderia ser possível.

3) Quando os preços da gasolina subiram, se tornou indesejável ter um SUV.

Talvez o processo de passar de desejável para indesejável não seja fácil de reverter. Assim que algo se torna indesejável, ele assim permanece por muito tempo, mesmo com o recuo das forças que o tornaram indesejável.

Isso poderia explicar porque a demanda por picapes permanece forte, apesar da queda do interesse pelos SUVs. De alguma forma, a alta da gasolina não tornou as picapes indesejáveis da mesma forma que os SUVs. De forma semelhante, as minivans nunca foram bacanas (ou pelo menos não por muito tempo); logo, se esta explicação for correta, as vendas de minivans deverão permanecer fortes.

Meu palpite é que a terceira explicação é a mais importante das três.

-Steve D. Levitt

(Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt são os autores de "Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo o Que Nos Afeta". Para mais Freakonomics, visite o site www.freakonomics.com.)

Tradução: George El Khouri Andolfato

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