Norte-americanos querem acabar com os "desertos de comida"

Diana Carlton

Em Washington

  • 14.03.2007 - Amy Sancetta/AP

    Mercado nos Estados Unidos;

    Mercado nos Estados Unidos;

Alguns legisladores querem erradicar os "desertos de comida", áreas que eles dizem ser mal abastecidas pela indústria alimentícia dos Estados Unidos.

A senadora Kirsten Gillibrand (Nova York), a deputada Nydia Velázquez (Nova York), a porta-voz da câmara municipal de Nova York, Christine Quinn, e o presidente do distrito de Manhattan, Scott Stringer, estão pedindo ao Congresso que libere dinheiro para ajudar a construir 2.100 mercearias em áreas do país que não têm acesso a alimentos frescos.

Segundo o Departamento de Planejamento Urbano da Cidade de Nova York, cerca de 4 milhões de moradores do Estado de Nova York carecem de acesso regular a alimentos nutritivos e não-industrializados. Essas comunidades vêm sendo chamadas de "desertos de comida".

Gillibrand e Velázques disseram que irão propor a lei, chamada de Healthy Food Financing Initiative (Iniciativa de Financiamento de Alimentos Saudáveis), que forneceria US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,75 bilhão) em empréstimos e subsídios para empresas iniciantes que ajudariam a construir novas mercearias e hortifrútis por todo o país. Gillibrand disse que o projeto foi inspirado na Iniciativa de Financiamento de Alimentos Saudáveis da Pensilvânia.

Se a proposta virar lei, o Estado de Nova York receberá cerca de US$ 10 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões) em empréstimos e subsídios para hortifrútis ou mercearias. Cerca de 357 lojas no Estado de Nova York receberiam uma mistura de empréstimos e subsídios para ajudar a começar negócios e expandir suas operações. A meta seria criar acesso a alimentos frescos, além de criar cerca de 34 mil novos empregos.

A medida também estabelece requisitos para os tipos de projetos que podem receber financiamento ao definir áreas mal abastecidas como aquelas que estão localizadas em áreas de recenseamento de renda baixa ou moderada, e que são mal abastecidas por varejistas de artigos alimentares frescos. Negócios pertencentes a mulheres e membros de minorias teriam prioridade no financiamento.

"Os índices de obesidade e diabetes estão alcançando proporções críticas em nosso país, e é hora de uma ação agressiva", disse Gillibrand.

Em 2008, os Centros federais para Controle de Doenças calcularam que 24,4% dos adultos de Nova York eram obesos. Em um relatório recente, os Centros para Controle de Doenças também avaliaram que a obesidade pode ser responsável por um aumento de quase US$ 150 bilhões (cerca de R$ 260 bilhões) por ano nos custos de saúde e perda de produtividade em todo o país.

"Ao construir novas mercearias em áreas mal abastecidas por todo o Estado, podemos dar às pessoas a oportunidade de terem vidas mais longas e saudáveis, poupar bilhões em custos de saúde, e criar dezenas de milhares de empregos bem pagos", disse Gillibrand.

Tradutor: Lana Lim

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