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24/08/2007
OMS adverte sobre a disseminação mais rápida de doenças

Elisabeth Rosenthal
Em Roma


Novas doenças infecciosas estão surgindo em "um ritmo sem precedentes" e a maior mobilidade humana por meio de aviões, trens e navios significa que as doenças infecciosas têm o potencial de se espalhar pelo mundo rapidamente, advertiu nesta quinta-feira um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por causa desse risco, é essencial uma maior cooperação internacional entre governos e cientistas para proteger o planeta, disse Margaret Chan, diretora-geral da organização. "Diante da vulnerabilidade universal atual a essas ameaças, uma melhor segurança exige solidariedade global", disse Chan em uma declaração que acompanhou o Relatório Mundial de Saúde 2007 divulgado em Genebra, Suíça. "As novas palavras-chaves são diplomacia, cooperação, transparência e preparo".

A maior parte do relatório se concentra em como as autoridades de saúde devem reagir em um mundo cada vez mais globalizado. As companhias aéreas transportam mais de 2 bilhões de passageiros por ano, oferecendo um novo conduto para a disseminação de doenças em longas distâncias, salienta o relatório. Em 2003, o surto de Sars (síndrome respiratória aguda severa na sigla em inglês, ou gripe aviária) se espalhou da China para Hong Kong e daí para Cingapura e o Canadá através de passageiros de aviões. Adicionalmente, muitos migrantes viajam ao redor do mundo para trabalhar.

Uma epidemia de pólio que começou na Nigéria provavelmente passou para países como o Iêmen em navios que transportavam trabalhadores migrantes, disseram as autoridades da OMS. Em sua introdução ao relatório, Chan indicou que em 1951, quando a OMS emitiu seus primeiros regulamentos obrigatórios para evitar a disseminação de doenças infecciosas através de fronteiras, "as pessoas viajavam de navio", novas doenças eram raras e as preocupações se concentravam em um pequeno número de doenças cuja disseminação podia ser limitada por períodos de quarentena: cólera, peste bubônica, febre recorrente, varíola, tifo e febre amarela. A maioria destas hoje é extremamente rara e evitável por meio de vacinas.

Chan, que foi a principal autoridade de saúde de Hong Kong durante o surto de Sars, está em seu novo cargo há menos de um ano, e as experiências da OMS em seu curto mandato salientaram a necessidade de melhor cooperação e comunicação internacionais. Na maior parte do ano a Organização Mundial da Saúde esteve pressionando a China e a Indonésia para que compartilhassem amostras do vírus da gripe aviária. Os dois países têm sérios problemas com a doença e essas amostras ajudam os cientistas internacionais da OMS a rastrear a disseminação e a evolução genética do vírus, ajudando-os a prever a probabilidade de uma possível epidemia global.

Mas elas também podem ser usadas para o desenvolvimento de vacinas, e alguns países manifestaram temores de que os lucros e o crédito por qualquer avanço se perderia se as amostras fossem enviadas a Genebra. Embora somente 308 pessoas tenham morrido da gripe aviária em todo o mundo, os cientistas temem que os vírus possam sofrer mutações e se tornar mais infecciosos para os seres humanos. De maneira semelhante, em junho, um americano viajando na Europa com o que se considerava uma variante altamente perigosa de tuberculose não foi relatado às autoridades de saúde internacionais da OMS, que poderiam ter restringido seus movimentos.

A organização foi notificada de sua presença, que era conhecida das autoridades de saúde dos EUA, somente depois que ele estava num avião voltando para seu país. Por causa disso ele pôde voar da Itália para a República Checa e daí ao Canadá, potencialmente infectando outros com uma doença perigosa. Depois de novos exames nos EUA, os médicos descobriram que sua tuberculose não era da variedade extremamente perigosa.

Os regulamentos internacionais de saúde revisados da OMS, que entraram em vigor em junho, pedem que os países sejam mais ativos em localizar e relatar doenças. Mas a organização tem poucos instrumentos para obrigar seu cumprimento. O relatório recomenda o "compartilhamento aberto de conhecimento, tecnologias, materiais, incluindo vírus e outras amostras de laboratório necessárias para otimizar a saúde pública global". Mas também indica que os países mais ricos têm a obrigação de garantir que as vacinas e os tratamentos também sejam disponibilizados aos pobres, tanto quanto aos ricos. Trinta e nove novos organismos patógenos foram identificados desde 1969, incluindo Sars, HIV/Aids, vírus Ebola, um índice de descoberta maior do que em qualquer outro momento da história.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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