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Pequeno é belo: crise expôs as fraquezas das grandes empresas

Jack Ma* Em Hong Kong (China)

As manchetes do ano passado sobre renomadas corporações globais ruindo com a recessão econômica global não foram sinais dos tempos, mas sim um prenúncio de uma revolução há muito esperada e que está de fato começando. Muitas dessas grandes empresas são relíquias do século passado e a crise financeira foi a última gota na exposição de suas fraquezas inerentes. Nós estamos no início de uma revolução na qual tecnologias baseadas em internet mudarão para sempre a dinâmica de poder entre clientes e empresas. Empresas de pequeno e médio porte de todo mundo que explorarem esses novos desenvolvimentos e tendências emergentes serão aquelas que sairão à frente. Cobertura completa da crise Acompanhe aqui no UOL Economia especial Veja o exemplo dos grandes varejistas que assumiram o controle do sistema e forçaram fabricantes, não apenas aqui na China, mas também ao redor do mundo, a produzirem em massa produtos idênticos, com margens de lucro diminutas. Nas próximas décadas, isso mudará drasticamente, promovendo consequências com potencial de alterar a vida para aqueles que ignorarem as lições do ano passado. Na próxima década, a internet passará pela há muito aguardada transição de canal de comércio para uma infraestrutura virtual que permitirá a empresas menores, que são de fato os principais motores da inovação, competir de forma eficaz com as grandes corporações. A capacidade de identificar ou criar novas oportunidades de negócios ao redor do mundo será ilimitada. Por exemplo, uma empresa na China ou na Índia terá condições de concorrer com uma em Indiana, Estados Unidos. Mais importante, a empresa em Indiana que tiver a postura correta e visão global não apenas concorrerá com a Índia e a China, mas também com grandes corporações americanas e europeias. Três tendências impulsionarão essa mudança: novas tecnologias baseadas em internet, uma transferência do controle sobre o design do produto para o consumidor e a distribuição global do capital. Como consequência dos avanços tecnológicos, empresas menores agora têm acesso a ferramentas e técnicas antes acessíveis apenas às grandes corporações. Os clientes, que nos últimos anos vêm se queixando da variedade limitada nas grandes lojas de varejo, aproveitarão a internet para exigir produtos e serviços sob medida. E o capital, antes concentrado em apenas poucos países e acessível apenas pelas grandes corporações, agora está fluindo cada vez mais para pequenas empresas por todo o mundo para alimentar o crescimento. As pessoas falam muito atualmente sobre consertar as coisas, mas não é o sistema que precisa ser consertado. O problema é com a chamada "sabedoria convencional". Aqueles que acreditam em dar continuidade aos negócios como de costume poderiam muito bem sugerir mover os automóveis com uma parelha de cavalos. Por exemplo, mais de 1,1 milhão de empregos diretos foram criados somente na China nos últimos três anos por empresas que realizam comércio eletrônico utilizando plataformas Alibaba, e nós esperamos que esta tendência de criação de empresas e empregos acelerará globalmente na próxima década. Tendências Na próxima década, a internet passará pela há muito aguardada transição de canal de comércio para uma infraestrutura virtual que permitirá a empresas menores, que são de fato os principais motores da inovação, competir de forma eficaz com as grandes corporações

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