Exclusivo para assinantes UOL

Nas divisões inferiores da Alemanha, uma cultura do futebol vulnerável ao suborno

Katrin Benhold

Neste pequeno estádio na Baviera, grande parte da arquibancada não está apenas vazia - ela está coberta de mato e musgo. Não há câmeras de televisão. Entre os anunciantes das placas publicitárias está o Delphi, um restaurante grego local. Em jogo para o time visitantes de Ulm: passar do nono para o sexto lugar em uma das três classificações regionais da quarta divisão. Ou, como reconhece até mesmo seu manager, Markus Losch: "Nada". Há duas semanas, Ulm, uma cidade suábia encantadora às margens do Danúbio, era mais conhecida por ter a mais alta torre de igreja do mundo e por ser a cidade natal de Albert Einstein. Agora Ulm, e um punhado de outras cidades alemãs, estão associadas ao maior escândalo de apostas na história do esporte europeu, um golpe que expôs um lado pouco conhecido, e corrupto, do esporte favorito do mundo. Alvinegro O SSV Ulm, um clube de 163 anos, é de muitas formas um microcosmo do mundo um tanto amargo do futebol alemão, um universo pouco notado de esperanças arruinadas, apuros financeiros, corrupção e sonhos não realizados. Em 1997, o Ulm iniciou uma longa escalada que resultou no quase impossível: ele subiu da terceira para a segunda divisão e então - por um breve período exuberante - para a Bundesliga. Holger Betz, 31 anos, que era o goleiro do clube na época, lembra da emoção de jogar para 85 mil pessoas. Mas a queda foi tão espetacular quanto a ascensão. Em 2001, o Ulm estava de volta à terceira divisão e insolvente, virtualmente falido devido à decisão de manter os jogadores caros. Um ex-dirigente do clube está sob investigação por acusações de não pagamento aos jogadores

UOL Cursos Online

Todos os cursos