Exclusivo para assinantes UOL

A opção da inércia para lidar com o Irã

Roger Cohen

Eu espero que os autores de políticas para o Irã em Washington e na Europa estejam lendo histórias a respeito daquele ano que mudou o mundo, 1989. Eu espero que sim, porque chegou a hora de não fazer nada a respeito do Irã. Como Timothy Garton Ash escreveu a respeito do ano em que a Europa foi libertada, "nos nove meses decisivos, desde o início da mesa redonda de negociações na Polônia, em fevereiro, até a queda do Muro em novembro, a contribuição dos Estados Unidos foi principalmente aquilo que não fizeram". Essa inação foi refletida na cautela e cálculos do primeiro presidente Bush. Seu efeito foi privar os linhas-duras em Moscou de um bode expiatório americano para a agitação no Leste Europeu, permitindo que os eventos revolucionários seguissem seu curso. Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visita a planta nuclerar de Natanz, onde 4.500 centrífugas produzem 80 quilos de urânio enriquecido por mês

UOL Cursos Online

Todos os cursos