"Colômbia é que é o país ofendido", afirma Uribe

Joaquin Ibarz
Na Cidade do México

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, passou à ofensiva nesta terça-feira (18/01) e respondeu sem meias palavras às últimas exigências de seu colega venezuelano, Hugo Chávez. Uribe não só denuncia que a Venezuela abriga terroristas e viola sua soberania, como afirma que também protegeu o guerrilheiro Rodrigo Granda, cujo seqüestro em Caracas provocou a crise entre os dois países andinos.

Em vez de se desculpar, como exigia o presidente venezuelano, a Colômbia se considera o "país ofendido". Em nota oficial, se antecipa que transmitirá ao governo de Chávez "informações sobre a presença de terroristas colombianos na Venezuela, que incluirão o nome de sete cabeças do terrorismo e a localização de vários acampamentos".

No comunicado, que contém nove pontos, o governo colombiano afirma que "entregará provas ao governo da Venezuela sobre a proteção que funcionários desse país davam ao senhor Granda".

Igualmente, o governo de Bogotá censura a Venezuela pelo fato de Granda ter assistido a um ato político em Caracas pouco antes de sua captura.

"A Colômbia não aceita que representantes de grupos terroristas sejam admitidos em um evento político patrocinado por instituições oficiais da Venezuela. Uma coisa é a oposição política e outra muito diferente é o terrorismo", indicava a nota.

O comunicado da presidência colombiana marca uma virada na crise pelo caso do guerrilheiro Granda. Até agora, o governo de Uribe tinha tentado baixar o tom do conflito.

Mas Chávez e Uribe sentem-se pressionados pela opinião pública de seus respectivos países. A crise se acentua pelas posições cada vez mais radicais e pelas acusações cruzadas. Por enquanto, o tráfego comercial nas fronteiras entre os dois países está semiparalisado, o que provoca desabastecimento. Presidente reage à pressão de Chávez, após a captura de dissidente Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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