Um parque para a criatividade perto de casa

Mercè Beltran
Em Barcelona

Atrair os melhores para serem os melhores. E para isso o olhar se dirige para a Finlândia e o Reino Unido; ou melhor, para empresas desses países que tenham como característica comum a inovação em âmbitos como a publicidade, o mundo audiovisual ou o marketing, entre outros, as quais a Esade quer convencer a instalar-se em Creapolis. Essa cidade da criatividade, que estará em funcionamento no início de 2009, será integrada ao campus de Sant Cugat da Esade. Situado junto ao atual Centro Borja, em terrenos cedidos pela Companhia de Jesus, Creapolis ocupará um espaço de 20 mil m2 e estará junto dos edifícios acadêmicos que abrigarão os escritórios de direção das empresas, uma residência e uma zona esportiva.

Concebido como uma ligação entre o espaço acadêmico e o empresarial, Creapolis será um lugar para se explorar novas formas de conexão entre os diversos agentes que participam do complexo, agitado e necessário mundo da pesquisa, desenvolvimento e inovação, três elementos básicos para o crescimento e o fomento da competitividade. A previsão é que sejam instaladas cerca de cem empresas, e o investimento será de 39,5 milhões de euros.

Em sua apresentação à sociedade na segunda-feira, no auditório da Esade, apadrinhado pelo conselheiro de Economia e Finanças, Antoni Castells, o secretário-geral de Política Científica e Tecnológica do Ministério da Educação e Ciência, e do presidente do patronato da Fundação Esade, Juan Manuel Soler, o presidente da Creapolis, Pere Rifá, explicou que se trata de um parque tecnológico de terceira geração que abrigará empresas consolidadas e novas e departamentos de grandes companhias. Também dará lugar a empreendedores (empresas em fase embrionária), tecnólogos e cientistas.

A vontade de fomentar a inovação, de dar impulso à transferência do conhecimento, ativar o intercâmbio de idéias e de manter alianças entre universidades e centros de pesquisa, tanto nacionais como internacionais, são as características básicas desse projeto. Além de gerar conhecimento e difundi-lo, em Creapolis se ajudará a detectar oportunidades e tendências, a comparar a viabilidade das idéias e contribuir para a geração de projetos empresariais. "Ele trará uma nova dimensão ao sistema P&D+i: a orientação para o mercado, já que ser liderado por uma escola de economia facilitará uma nova maneira de entender a inovação da perspectiva da comercialização, organização e rentabilidade", disse Rifá.

A Espanha ainda tem um longo caminho a percorrer em P&D, entre outras coisas porque existem dificuldades para transferir o conhecimento e a pesquisa realizados na universidade para a sociedade e porque os pesquisadores ainda encontram diversos obstáculos em seu caminho. Diante dessa situação, na segunda-feira lembrou-se que a Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia (2008-2015), aprovada na conferência de presidentes das regiões autônomas em 11 de janeiro passado, prevê entre outros objetivos elaborar uma legislação mais favorável para o desenvolvimento da ciência e fomentar o mecenato como fórmula para que a empresa privada participe de forma mais ativa dos parques de P&D.

Creapolis pretende avançar rumo a esses objetivos, entre outras coisas porque soma esforços públicos e privados. No Parc de Creativitat SL, que conta com um capital de 5,5 milhões de euros, a Esade participa em 65%.

Quatro entidades bancárias - La Caixa, Caixa Catalunya, Caixa Manresa e Caixa de Sabadell - têm 7,1% cada; a prefeitura de Sant Cugat, 11,27% e a Associação de Empresários de Sant Cugat, 0,34%. A Esade vai abrir a Creapolis, complexo que pretende abrigar empresas da Finlândia e do Reino Unido, um parque de P&D de terceira geração financiado com capital privado e público Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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