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Angelina Jolie: 'O personagem de uma espiã mulher tinha de ser mais duro'

Gabriel Lerman

Em sua longa turnê de apresentação de “Salt” e mostrando que continua sendo a número um de Hollywood, Angelina Jolie chegou a Cancun, no México, acompanhada de alguns de seus filhos, que foram atendidos por um exército de babás enquanto ela explicava à imprensa porque aceitou o desafio de reciclar um filme que era para Tom Cruise e que a obrigou a fazer todo tipo de proezas enquanto interpretava uma agente dupla que nunca se sabe de que lado está. Por que os filmes de espiões são tão atraentes? Angelina: Como cultura, somos fascinados pela espionagem e a história. Se for bem trabalhado, um thriller pode surpreender e incluir os elementos que gostamos de ver nos filmes: um bom drama, boa ação e muitas surpresas. O roteiro original era para um homem, o que foi preciso modificar ao mudar de protagonista? Angelina: O contrário do que se podia imaginar. Em vez de suavizar o personagem, tornamos ele mais duro. Salt, quando era homem, tinha uma mulher e um filho e sua grande transformação era que no final do filme ele era capaz de dizer “eu te amo” a eles. No caso de uma mulher, essa atitude não é uma surpresa. Assim decidimos que era preciso fazer o contrário, e buscamos aquilo que poderia surpreender numa mulher. Você comparava Salt com Bond enquanto a interpretava? Angelina: Não, Salt não é muito Bond na verdade. Estamos os filmes de Bond e Jason Bourne para garantir que não copiávamos nada. Sua Evelyn Salt é mais ambígua e complexa que o 007? Angelina: é claro, por isso me pareceu interessante, pela profundidade de seu passado e sua infância, e também porque, ao longo da história, ela vai se transformando e lutando com sua própria concepção. Você se encontrou com uma especialista em espionagem. O que tirou a limpo? Angelina:  Ela me ajudou a resolver uma interrogação: como é ser espiã? Como elas são na realidade? Dei-me conta de que era encantadora. O que você achou da desarticulação da suposta rede de espionagem russa? Angelina: Fiquei atônita. Foi no dia antes de começar a divulgar o filme para a imprensa e achei que fosse mentira. Uma parte de mim pensou: “Espero que não afete nossa relação com a Rússia e o avanço de nossas relações com o Afeganistão e o Irã”. Minha parte atriz viu como uma oportunidade. Na filmagem nos perguntamos se não deveríamos deixar a Guerra Fria em paz. Tradução: Eloise De Vylder

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