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05/10/2004
Jovens consomem menos maconha e mais álcool

Paul Benkimoun
Em Paris


O consumo do tabaco está diminuindo, está havendo uma ligeira redução da utilização da maconha, mas o consumo constante e repetido de álcool aumentou fortemente: estas são as principais constatações do relatório "Escapad 2003".

Os resultados desta pesquisa efetuada regularmente, que foi desenvolvida por meio de questionários anônimos junto a rapazes e garotas de 17 e 18 anos, no quadro da jornada de apelo e de preparação para a defesa, foram publicados nesta segunda-feira (04/10) pelo Observatório Francês das drogas e das toxicomanias (OFDT) e pela Missão interministerial de luta contra a droga e as toxicomanias (Mildt).

A pesquisa, para a qual foram entrevistados 15.710 jovens moradores da metrópole, confirma a diminuição do tabagismo cotidiano, assim como a do tabagismo ocasional, mesmo se 12% dos jovens apresentam sintomas de uma forte dependência. Cerca de um jovem de 17-18 anos entre dois (47,7%) declara ter consumido tabaco no decorrer dos trinta últimos dias antes da pesquisa (48,2% das garotas e 47,3% dos rapazes).

O uso cotidiano decresceu de maneira regular entre 2000 e 2003: de 41,9% para 38,1% para os rapazes e de 40,2% para 37,2% entre as garotas. Esta redução foi constatada poucos meses depois dos aumentos dos preços do tabaco, ocorridos em janeiro de 2003, mas antes daqueles de outubro de 2003. "A política que vem sendo desenvolvida em relação ao tabaco tem produzido conseqüências efetivas em termos de diminuição do consumo", comemora Didier Jayle, o presidente da Mildt.

A outra constatação mais importante da pesquisa "Escapad 2003" é o início de uma redução do consumo regular de maconha, em relação aos dados que haviam sido registrados em 2002. Um terço dos adolescentes, 26,3% das garotas e 37,9% dos rapazes, declaram ter consumido maconha durante o último mês.

Após ter progredido de maneira constante entre 2000 e 2002, o uso regular de maconha (com o seu consumo em mais de dez oportunidades no decorrer do mês que precedeu a pesquisa) está retornando ao seu nível de 2000. Contudo, a experimentação (pelo menos uma vez na vida de cada entrevistado) de maconha entre os jovens aumentou ligeiramente desde 2000: 50,3% em 2003, contra 45,5% em 2000.

Redução do uso repetido

Contudo, se ela continua aumentando, mesmo que de maneira limitada, para as garotas, pela primeira vez na França, foi registrada uma diminuição da experimentação entre os rapazes, depois de um aumento contínuo desde os anos 90.

Esta diminuição, além da redução do uso repetido e constante da maconha, parece realmente sinalizar o início de uma inversão de tendência, conforme ao que foi verificado em outros países europeus, mesmo se o consumo permanece num nível elevado na França", comenta Jean-Michel Costes, o diretor do OFDT.

Para Didier Jayle, esta nova tendência deve ser atribuída ao fato de que, "nos últimos dois anos, o estado de espírito das pessoas começou a mudar, em função das declarações destacando o caráter não anódino da maconha, que têm sido repercutidas pelos meios de comunicação. No momento em que nós daremos início, em fevereiro de 2005, a uma campanha sobre a maconha, cada departamento do território francês terá pelo menos um escritório com responsáveis e especialistas, os quais os jovens interessados e os seus pais poderão consultar".

Em contrapartida, existem muito menos motivos para comemorar no que diz respeito ao consumo freqüente e repetido de álcool, o qual está se tornando "de muito longe o produto psicoativo mais consumido no decorrer dos últimos trinta dias (antes da pesquisa). O seu uso recente diz respeito a 8 jovens entre 10 (76,2% das garotas e 84,2% dos rapazes)", indicam os autores da pesquisa.

O consumo constante e repetido de álcool aos 17 anos vem aumentando desde 2000, passando para os rapazes de 16% para 21,2% e de 5,5% para 7,5% entre as garotas. Entretanto, o nível dos casos de embriaguez permanece estável. Didier Jayle vê nestes resultados um motivo para "manter a pressão contra o álcool".

Segundo ele, "Antes do final deste ano, a Mildt dará início a uma campanha sobre a utilização constante, repetida e excessiva do álcool e sobre o alcoolismo crônico".

Tradução: Jean-Yves de Neufville

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