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13/06/2007
Uma expedição que inclui cientistas e crianças vai explorar as áreas ameaçadas do Ártico

Clotilde Cadu

Eles são seis adultos e quatro crianças, pesquisadores ou simplesmente pessoas comuns apaixonadas pelo Ártico, e têm um mesmo objetivo: alcançar o "outro teto do mundo", o monte Hvitserk, e as terras as mais ao norte do planeta para uma operação de sensibilização e de pesquisa científica.

A partir de 18 de junho, a expedição "Double Top" (nome que pode ser traduzido como "ápice duplo"), conduzida por Luc Hardy, que é o presidente da sociedade de investimentos e de consultoria Sagax, mas também um aventureiro quando possível, circulará durante um mês pela Groenlândia, ao encontro das espécies locais, ameaçadas pelo aquecimento climático.

Para esta empreitada, o dirigente de empresa contará com uma equipe muito eclética: um guia de montanha, quatro cientistas, dos quais dois são membros do Grea (Grupo de pesquisas em ecologia ártica), e os seus filhos, com idades de 4 a 16 anos. O Grea, uma associação independente com finalidade não lucrativa, atua já faz mais de trinta anos em prol da conservação das regiões polares, e publica os resultados das suas diferentes missões em revistas científicas.

O ecossistema do pólo Norte, que foi o primeiro a ser atingido pela mudança climática, se encontra em plena mutação. O aumento das temperaturas e o derretimento das geleiras vêm obrigando as espécies a se adaptarem para sobreviver a essas novas condições. Os cientistas, sob a coordenação de Olivier Gilg, um doutor em ecologia e presidente do Grea, pretendem avaliar o impacto do aquecimento sobre a fauna e flora locais. "A gaivota-marfim é um exemplo típico: ela só consegue viver nas proximidades da banquisa, e nós não sabemos o que irá acontecer com ela", explica.

A missão programou diversas operações, entre as quais um recenseamento por meio de anéis e de balizas solares miniaturas, além de observações; materiais serão colhidos para serem analisados. Dotada de um orçamento de 200.000 euros (R$ 520.000), o qual foi financiado na sua maior parte por patrocinadores, a expedição permitirá estudar a situação e as condições de vida das populações locais (aves, baleias, morsas, ursos, plantas...), e também permitirá atualizar o banco de dados do Grea.

Com isso, os membros da equipe acreditam que talvez seja possível encontrar algumas pistas no sentido de salvar e proteger as espécies. "Apesar do aquecimento", diz Olivier Gilg, "pode haver zonas que conseguem se manter frias regionalmente. É uma esperança que nós temos. Nós confiamos na natureza, e achamos que novos equilíbrios podem ser criados".

Nesta aventura humana e científica, as crianças manterão um blog atualizado, de modo a relatar os avanços nas pesquisas e comunicar as suas impressões a respeito dos perigos que ameaçam o planeta por causa do aquecimento.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

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