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20/01/2008
Armani com todas as costuras

Diane Wulwek
Enviada especial a Milão


Passa-se em Milão, Via Borgonuovo, 19. No Palazzo Orsini, um esplêndido edifício do século 16 com galeria, jardim e pátio interno, onde estão instalados os ateliês de criação do número um da moda italiana, Giorgio Armani.

Giorgio. "Il Re Giorgio" [o rei], como o chamam aqui. O que começou em 1975 em um apartamento de dois quartos no centro da cidade e que, do alto de seus 73 anos, hoje possui um império, Giorgio Armani SpA: oito linhas de roupas, 400 butiques pelo mundo, 4.700 empregados, 13 fábricas, um faturamento de 1,6 bilhão de euros em 2006, com mais de 150 milhões de lucros. Um dos grandes da moda. Um homem capaz de atingir todas as idades e de vencer a grande distância entre alta-costura e "fast fashion" -prêt-à-porter criado e vendido em prazos muito curtos, no estilo loja de departamentos -, sem se prejudicar nem perder prestígio. O homem- orquestra que dirige tudo de A a Z - a criação, a produção, a distribuição, os investimentos, as estratégias de desenvolvimento... - no grupo que ele criou e do qual é até hoje o único proprietário. Uma situação rara nestes tempos de aquisições por grandes grupos.

Domínio próprio
No ateliê de alta-costura, trabalha-se na coleção de primavera-verão 2008. Haverá trajes de dia, de coquetel, de noite, de grande noite. Cerca de 50 criações ao todo. A um mês do desfile - em 21 de janeiro em Paris -, somente 15 estão prontas. Tecidos sobre as mesas. Sedas, musselines, organdis. Vestidos em construção sobre manequins de costureira. Aqui, uma saia bufante azul-aviador toda em plissê origami (a técnica japonesa do papel dobrado aplicada ao tecido), curta na frente e longa atrás, acompanhada de um bustiê decotado, bordado com cristais Swarowski. Lá, um vestido longo cor creme, salpicado de flores em seda chifon vermelha e preta. Gestos precisos, silêncio concentrado das funcionárias, todas de blusas brancas. Ninguém presta atenção ao estresse envolvente.

Stefano Rellandini/Reuters - 26.set.2008 
Giorgio Armani recebe os aplausos após apresentar coleção primavera/verão 2008 em Milão

Parte da equipe da "com" está lá, esperando o patrão. Telefonam, vão e vêm, se impacientam. A agenda do chefe, como sempre, é muito apertada. Mas são 16h15. E para a promoção do Diamonds, a última fragrância da linha Emporio, Armani deve encontrar Beyoncé Knowles às 17h30 em uma grande loja - a cantora é a musa do perfume. No intervalo, é preciso encaixar as fotos e a entrevista do "Monde 2". O fotógrafo e a jornalista esperam há mais de uma hora. Há eletricidade no ar.

O que marca, quando encontramos Giorgio Armani, é o incrível domínio que ele tem de si mesmo. Olhares, sorrisos, palavras certas, gestos e atitudes certos. O Re sabe exatamente o que ele dá. Diante da câmera, oferece à vontade as expressões que conhecemos. Giorgio o feliz, o severo, o encantador, o impenetrável, fez, em pouco mais de 30 anos, 130 capas de revistas e milhares de fotos com estrelas e celebridades do mundo inteiro. Uma função à parte. Ele sempre posa diante de um fundo preto. E para controlar a qualidade do ponto de vista, sua assistente deve ficar ao lado do fotógrafo. Domínio, controle, sorte, palavras com as quais Giorgio construiu seu sucesso.

"O senhor se acha bonito?"
"Eu me detesto!", ele diz, rindo. Em um dos salões do Palazzo Orsini, o homem se instala no fundo de um sofá luxuoso e aceita, como bom jogador, fazer algumas confidências. Gostaria de ser alto, não teve sorte: é baixo. Gosta dos narizes que se impõem, o dele é arrebitado. Admira as pessoas que continuam bonitas quando não estão penteadas. Ele não é nada sem um pente... "Durante muito tempo me considerei um homem de físico desinteressante. Não me preocupava comigo, nem um pouco. Aos 50 anos comecei a me achar melhor... Um pouco melhor!" Desde então, ele, que não era esportivo, se submete à uma hora de ginástica todas as manhãs em sua própria academia, sob o olhar de um treinador pessoal. Daí essa forma surpreendente para um setuagenário, esse porte de jovem. E também as costas talhadas em V e os famosos bíceps que ele deixa ver à vontade em suas famosas camisetas justas, pretas ou azul-marinho. Mas não, é verdade, ele se detesta.

Para Armani, a alta-costura é uma novidade. Ou quase. Em 2005, no momento em que a maioria das grandes maisons (Givenchy, Ungaro, Versace...) abandona essa atividade ultra-cara, o Re decide entrar nela. Aos 71 anos. "Foi uma espécie de diversão pessoal, um desafio", ele explica. "Eu quis mostrar minha capacidade de fazer roupas topo de linha." Naturalmente, mostrou. Grande refinamento, elegância extrema, sentido minucioso das medidas, jamais falta de gosto... É o que se diz há dois anos das coleções Giorgio Armani Privé. "Com ele, nunca estamos no espetáculo, na extravagância, mas no suntuoso. Armani não procura surpreender, ele se contenta em maravilhar...", considera Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa da Costura.

Mas qual o interesse para uma marca em fazer alta-costura quando se sabe que só há algumas centenas de clientes no mundo? E que hoje todas as maisons se apóiam no prêt-à-porter para existir? "A notoriedade de Armani sempre foi muito forte. Sua difusão é mundial. Mas existe um limite onde a marca de prêt-à-porter se vulgariza", continua Grumbach. "A alta-costura permitiu que ele se distinguisse de seus colegas. Ela constitui para ele uma vantagem na concorrência." E, além disso, permite que ele continue sendo um dos símbolos do luxo quando abre na Ásia, na América do Sul, nos Estados Unidos e em breve na Europa novas lojas A/X (Armani Exchange), nas quais é possível vestir-se a partir de 25 euros.

Libertação do terno e gravata
O que mais? O que poderia dizer Giorgio que ainda não foi dito? Sua história é ensinada nas escolas de moda e de comércio. Nasce em 1934 em uma família modesta de Piacenza, pequena cidade ao sul de Milão. Seu pai é contador. Sua mãe tem um sentido inato de estilo e confecciona as roupas dos três filhos. Depois da guerra, instalam-se em Milão. A Itália está em plena reconstrução, os tempos são duros. Prazer supremo: os filmes americanos projetados no cinema do bairro. Armani adora. A elegância, a classe, o porte de atores como Clark Gable ou Cary Grant enche seus olhos. Mas ele lê "A Cidadela" de A. J. Cronin e quer ser médico. No terceiro ano da faculdade é chamado ao serviço militar. E depois quer ganhar a vida. Vai para La Rinascente, a primeira loja de departamentos de Milão, onde monta as vitrines, ajuda os compradores junto aos fabricantes, revela-se muito dotado para identificar estilos, as roupas desejadas pelos jovens. Aos 30 anos entra para a maison de Nino Cerruti, que lhe ensina o corte, os tecidos, as técnicas de criação. E lhe confia a direção de uma nova linha masculina, Hitman.

É, portanto, por meio da roupa masculina que Armani entra na moda. E também com ela que ele faz a revolução quando lança sua própria marca em meados dos anos 1970. Calças sem prega, paletós sem ombreiras, camisas sem colarinho engomado. "De saída, Armani desestruturou o terno", explica a historiadora da moda Florence Müller. "Ele a despojou de seu aspecto rígido, utilizando materiais que não precisavam de forro, jérseis de lã, linhos, tramas que uniam flexibilidade e caimento natural." Pela primeira vez o terno revela a sensualidade do corpo, torna-se tão confortável de usar quanto uma camiseta. Uma libertação para os prisioneiros do terno-e-gravata. Uma elegância irresistível que Richard Gere tornou mítica no filme "American Gigolo" (1980), de Paul Schrader.
Esperto, Armani propõe a mesma fórmula às mulheres. E realmente transforma sua maneira de vestir-se. Conjuntos com calças de linhas fluidas. Blazers macios de caimento perfeito. Tons neutros, minerais, naturais. Cinzas, beges, crus. Um estilo feminino andrógino que acompanha a ascensão das mulheres ao poder nos anos 1980. Giorgio ou o símbolo da igualdade entre os sexos. Giorgio o intuitivo, o estrategista, que associa seu nome à idéia de sucesso. Todos os sucessos.

Em Hollywood, Armani possui um verdadeiro fã-clube: Cate Blanchett, Julia Roberts, Jodie Foster, Penélope Cruz, Katie Holmes, Tom Cruise, Brad Pitt, George Clooney, Clint Eastwood, Will Smith, Denzel Washington, Leonardo DiCaprio e consortes, jovens ou velhos. O "red carpet", o princípio que consiste em vestir as estrelas para as grandes cerimônias como a entrega dos Oscars, foi ele quem inventou.

"A maioria das grandes casas de moda hoje tem representantes em Hollywood, mas Armani foi o primeiro a abrir escritórios lá. Wanda McDaniel, a mulher do produtor de 'O Chefão' e de 'O Bebê de Um Milhão de Dólares', é sua diretora há 20 anos. Ele realmente teve um papel pioneiro na aproximação dos meios da moda e do cinema. Foi assim que se tornou conhecido nos EUA, que representa hoje seu maior mercado", conta Philippe Pourhashemi, consultor independente de luxo e moda em Nova York. Esta cidade também teve há muito tempo sua delegada Armani: a princesa Lee Radziwill, irmã de Jackie Onassis. Outro gênero, outra idéia de sucesso.

Buscar seu lado singular, seu lado de pessoa sensível. Armani o costureiro mais rico do mundo (sua fortuna pessoal é estimada em 4,5 bilhões de euros). Armani e sua coleção de casas - em Broni, seu pequeno Versalhes, ao norte de Piacenza, em Saint-Tropez, em Pantelleria, o rochedo vulcânico perdido no Mediterrâneo, em Antigua-e-Barbuda. Armani e seu iate de 50 metros batizado "Mariu", diminutivo de Maria, nome de sua mãe. Armani e seus apartamentos em Paris, em Nova York. Armani o homem feliz. Pelo menos na aparência.

"Tenho muitas casas, muito dinheiro, mas não posso desfrutar disso!" Não é um homem de salão, não é um mundano nem um "jet-setter": Giorgio não consegue parar de trabalhar. "Eu deveria conciliar meu trabalho com um pouco de loucura. Não consegui. Depois há os acidentes da vida. Quando perdi Sergio [Sergio Galeotti, co-fundador da maison e companheiro de Giorgio Armani, morreu em 1985], tive de mostrar que era capaz de continuar, de dar uma continuidade ao que nós dois tínhamos construído." Provar, demonstrar, vencer desafios. Talvez seja seu motor.

Patrão exigente, capaz de cóleras enormes quando as coisas não vão conforme suas decisões, Armani admite ter uma personalidade particular. "Posso mudar de humor várias vezes por dia. É difícil para meu círculo saber qual é o momento certo para falar comigo, eu percebo. Mas mudo de função o tempo todo. Me apresentam uma coleção. Eu modifico, corrijo, verifico. Tem a publicidade, as inaugurações de lojas, a concorrência, os investimentos... Eu assumo um papel, um modo de ser diferente a cada hora do dia." Trabalho, mais trabalho, sempre trabalho. Mesmo quando sai na quinta-feira à noite para o Privé, clube que abriu na Via Manzoni, Armani trabalha. "Os clientes vêm me cumprimentar, me dar boa-noite, me dizer que me admiram... Eu vou lá para me divertir, mas acabo trabalhando..."

Sugestões argumentadas
Ele tem uma vida privada? Não. Também não há tempo para isso. E depois ele tem sua própria maneira de encarar os sentimentos. Prefere amar a ser amado, dar a receber. "Não temos poder sobre os sentimentos dos outros, ser amado não depende de mim. Sinto-me sempre mais seguro de mim mesmo na doação, porque sou eu quem decide." Seus amigos? Para a maioria dos colaboradores próximos, como Leo Dell'Orco, diretor de criação da linha masculina, ou Robert Triefus, o vice-presidente do grupo, pessoas que compartilham sua paixão pela empresa, que a vivem com ele. Às vezes somente por algum tempo. "Quando meus próximos decidem partir, vivo isso como um abandono. É uma de minhas fraquezas." E admite na seqüência que fora do trabalho ele se sente "perdido, sozinho no mundo".

"A liberdade lhe causa medo?"

"Um pouco."

"Por quê?"

"Porque ela obriga a sair de seu papel..."

Evidentemente, alguém que faz moda se expõe à crítica. Principalmente quando se tem anos de profissão nas costas. O estilo Armani? Sempre o mesmo. Essa elegância sóbria, simples, sem erros. Não é fácil. Desde o início Armani afirmou sua vontade de fazer roupas usáveis, e, mais ainda, usáveis por todas as mulheres, não somente pelas que posam nas revistas. Essa regra ele nunca abandonou.

"Não gosto das 'fashion victims', essas pessoas que mudam de estilo sem parar porque lhes dizem que o que elas usam já está ultrapassado. É preciso saber recusar a moda quando ela trai o que somos", ele gosta de responder quando lhe perguntam sobre o assunto. O problema é que a imprensa feminina, as redatoras de moda em particular, se dirigem muito às "fashion victims". Elas querem ousadia, novidade, o inesperado, o nunca visto. E Armani para elas é um consenso. Então elas escapam. E Giorgio se aborrece. Uma "ex" de comunicação dos perfumes Armani da L'Oréal lembra: "No momento dos desfiles prêt-à-porter em Milão, há reuniões com os grandes editores de imprensa. Armani tem sob os olhos as análises das menções que ele recebeu nos diversos títulos em que ele investiu em publicidade. Quando não está satisfeito, ele diz." Nesse jogo (praticado, diga-se, por todos os anunciantes e de maneira geralmente mais agressiva), Giorgio é vencedor.

Quando alguém dedica 10% de seu faturamento anual à publicidade, pode escolher seus beneficiários... A única que não cedeu à pressão foi Anna Wintour, chefe da muito seleta "Vogue US". Há alguns anos esta se recusou a incluir mais peças Armani em seus editoriais de moda, apesar das sugestões muito argumentadas de parte do Re. Que acabou oferecendo seus dólares em outro lugar. Dizem que desde então as duas partes se reconciliaram. Outra sanção possível: a proibição de desfiles. "Se você não gosta de Armani e diz isso a seus leitores, corre o risco de não ser mais convidado para seus desfiles", diz um estilista. Foi o que aconteceu no último inverno com Cathy Horyn, jornalista do "The New York Times", autora de uma matéria considerada impertinente, ou totalmente injusta.

Por isso, dizer que Armani é consensual é bastante verdadeiro. "Seu guarda-roupa se baseia em muitos clássicos, suas roupas são sinônimo de luxo, mas são fáceis de escolher, fáceis de apropriar", observa a historiadora Florence Müller. "É por isso mesmo que ele as vende!", acrescenta o consultor Pourhashemi. "O que está longe de ser o caso de seus concorrentes que não faturam com roupas, mas com acessórios como bolsas e calçados..." Resumindo, Giorgio Armani sabe criar consenso em um mercado que já é bastante consensual. O que os críticos evitam dizer.

"É um empresário incrível!", diz Robert Triefus, vice-presidente encarregado de comunicação mundial na Armani SpA. "Ele nunca pôs os pés em Harvard, nem em qualquer escola de comércio: tem os negócios nas tripas, toma suas decisões por instinto." Por instinto, foi assim que Giorgio construiu seu império e explora o potencial de sua marca. Armani é alta-costura, prêt-à-porter para todas as idades e todos os poderes aquisitivos, jeans, óculos, roupas íntimas (David Beckham fotografado de "slip" por Mert Alas e Marcus Piggott, neste momento nos outdoors), jóias, perfumes da L'Oréal (Acqua di Gio, o masculino mais vendido no mundo), cosméticos para mulheres e em breve para homens (também uma licença da L'Oréal), móveis (Armani/Casa, mobiliário de bom gosto, tendência Art Déco), um telefone celular (Samsung), interiores de automóveis em edição limitada (Mercedes) e agora aconselhamento para reformas e decoração de apartamentos, residências de luxo e hotéis. O 20 Pine em Nova York. Um imóvel onde se pode comprar apartamentos ultra-topo de linha com piscina na cobertura e serviço de portaria 24 horas. Apartamentos totalmente decorados (incluindo cozinha e banheiros) por Armani/Casa.

Os Armani Hotels and Resorts. Uma franquia dada à Emaar Properties, um grupo de Dubai, para a construção e exploração de uma dezena de hotéis e complexos turísticos no mundo. Ao todo, um investimento de US$ 1 bilhão e uma primeira inauguração prevista para este ano em Dubai em uma torre em final de construção, a Burj Dubai, que deverá ser a mais alta do mundo.

Sucessão em suspenso
Seu estilo, sua elegância minimalista, seu gosto por um conforto sóbrio mas que dá confiança, Armani os coloca sempre a serviço da experiência do luxo. Ele propõe uma maneira de viver, de ver a existência, de considerar o que é belo. E funciona. "Na Rússia e nos países emergentes, Armani ganha um dinheirão. Esses consumidores são menos avançados que nós no plano da cultura do luxo. Eles precisam de referências", observa em Milão Carlo Pambianco, analista do setor da moda e do luxo.

E depois há a torre Armani/Ginza em Tóquio, inaugurada em novembro de 2007. Treze andares, 6.600 m2 totalmente dedicados ao universo Armani, incluindo restaurantes e spa. Dior e Hermès, entre outros, já tinham erguido lá seus totens. Da corrida da visibilidade, Giorgio participa como os outros e diz que não tem opção: "É o sistema que quer isso! Se eu não tenho torre em Tóquio e os outros têm, me esquecem!" O sistema é louco, vazio, mas o que fazer? Giorgio não tem opção, para ele é isso ou morrer.

Desse império, dessa fabulosa máquina de dinheiro, ninguém sabe o que ele fará amanhã. Nos próximos anos a questão da sucessão vai surgir. Giorgio não tem descendentes diretos. O que acontecerá com o grupo quando ele desaparecer? Por enquanto o homem não tomou uma decisão. Tem tempo pela frente, sair de sua poltrona não está na ordem do dia. Gostaríamos de falar sobre isso com ele. Não obrigatoriamente sobre vender a quem fizer a melhor oferta, entrar na Bolsa, legar tudo à Fundação Armani que será inaugurada neste verão em Milão. Mas sobre o fato de um dia ter de abandonar o que lhe é mais caro, o que criou com suas mãos, fez crescer, ter de deixar tudo isso continuar sem ele. O tempo não permitiu. Sua assistente treme de impaciência. Giorgio precisa partir. Tem um encontro com Beyoncé Knowles na La Rinascente.

Mas, uma última pergunta. "E se uma fadinha lhe oferecesse para realizar três desejos, o que o senhor pediria?"

"Uma saúde de ferro. Uma memória ruim para esquecer as ofensas. Morrer sorrindo."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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