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09/10/2008

Telefones celulares: a guerra das telas táteis

Le Monde
Joël Morio
Mike Lazaridis, o presidente da companhia canadense RIM que fabrica o Blackberry, está satisfeito: ao desenvolver o mais novo modelo, a marca que ele dirige conseguiu conservar aquilo que confere a sua especificidade aos telefones celulares que ela produz, ou seja, um teclado quase tão completo quanto o de um computador, além de atender à procura crescente por aparelhos dotados de uma tela tátil, um "must" desde o lançamento do iPhone em junho de 2007.

O novo modelo Blackberry, batizado de Storm (Tempestade), será dotado efetivamente de uma tela tátil. Mas não de qualquer uma. "Estava fora de questão criar um produto no qual o usuário digitaria sobre um mero pedaço de vidro", insiste Lazaridis. Quando o usuário a toca, a tela tátil desenvolvida pela RIM afunda levemente e produz um "clique", como quando ele aperta nas teclas de um telefone. Este sistema deveria satisfazer aqueles que não se sentem à vontade com uma tela tátil, que eles criticam com freqüência por ela ser imprecisa.

O Storm buscou somar todas as vantagens possíveis para agradar àqueles que estariam tentados pela compra de um iPhone. Ele traz embutida uma máquina fotográfica digital com 3,2 megapixels, uma câmera de vídeo, um GPS, um player de MP3, além de um dispositivo que permite encaixar memória adicional. "Nós não fizemos nenhuma concessão para desenvolver este telefone multimídia", argumenta Mike Lazaridis, cuja empresa precisou de um ano apenas para fabricar este concorrente do telefone celular da Apple.

Praticamente todos os fabricantes de telefonia móvel já comercializaram aparelhos destinados a fazer concorrência ao iPhone. E todos eles se valem de características quase sempre impressionantes, destinadas a estimular suas vendas.

A LG, que registrou um forte sucesso de vendas com o Viewty (3 milhões de exemplares vendidos em dez meses, dos quais 700 mil exemplares na França), conta agora com o Renoir. Este lançamento é dotado de uma câmera fotográfica digital com 8 milhões de pixels e mais um cartão de memória de 8 Go. Com isso, a marca coreana espera consolidar a sua posição de líder no segmento dos telefones de tela tátil. Até então, o seu celular KS 360 já havia obtido um sucesso inesperado junto aos adolescentes, os quais foram seduzidos pelo seu teclado corrediço que permite conectar-se rapidamente com centrais de bate-papo por meio do Windows Live Messenger ou do SMS.

Vendidos a preços inferiores

A HTC, que foi um dos primeiros fabricantes a comercializar telefones de tela tátil, está lançando o HTC Touch HD. Este novo modelo promete uma velocidade de navegação até 18 vezes mais rápida do que o modelo padrão 3G. A Samsung, que comercializou seus primeiros modelos dotados de tela tátil ainda no primeiro semestre, lançará em meados de novembro o Pixon, equipado com uma câmera fotográfica de 8 megapixels. No mesmo momento, a Sony Ericsson deverá lançar o Xperia X1, o primeiro telefone tátil da marca, equipado com um software compatível com a plataforma Windows Mobile.

Por sua vez, a Nokia prefere apostar na música para destacar as vantagens oferecidas pelo seu primeiro telefone de tela tátil, o qual não deverá ser comercializado na França antes do começo de 2009. O Nokia 5.800 XpressMusic é equipado com um equalizador gráfico (um equipamento que permite o ajuste individual de determinadas freqüências escolhidas de um som), além de uma tomada "jack" de 3,5 mm que permite ligar qualquer fone de ouvidos, de alto-falantes estéreo com som "surround", e de 8 Go de memória, o que possibilita armazenar até 6 mil gravações. Até mesmo o fabricante de computadores Asus resolveu entrar na briga, com o seu telefone celular de tela tátil batizado de Gilde.

Apesar de toda esta concorrência, o sucesso do iPhone deverá ser confirmado dentro dos próximos meses. É verdade que esses novos terminais com tela tátil são geralmente vendidos a preços inferiores àquele do telefone celular da Apple. Além disso, eles apresentam um desempenho superior ao do iPhone no que diz respeito a certos equipamentos, tais como a câmera fotográfica. Mas o iPhone ainda mantém uma boa dianteira em relação aos seus concorrentes, com um formato de tela que não foi superado e uma interface que continua sendo a mais intuitiva do mercado. Jean-Yves de Neufville

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