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04/11/2008

Dez outros candidatos "independentes" disputam, sem nenhuma esperança, a corrida à Casa Branca

Le Monde
Sylvain Cypel
Em Nova York
Além dos dois grandes rivais, o democrata e o republicano, dez outros candidatos disputam a eleição presidencial americana. Apenas dois dentre estes são creditados, nas pesquisas, de um resultado significativo: o independente Ralph Nader obteria 2,5% dos votos; e o "libertariano" Bob Barr, 1,3%.

Ao longo da história americana recente, nenhum candidato "independente" nunca conseguiu levar vantagem. Contudo, alguns deles chegaram a influenciar o resultado. Em 1992, o bilionário texano Ross Perot havia conquistado mais de 18% dos votos. Um adversário decidido da dívida interna e externa do país, ele havia acusado o presidente republicano em final de mandato, George Bush, o pai, de tê-la aumentado excessivamente. Este último havia então perdido muitos votos republicanos que se bandearam para a candidatura de Perot, e o democrata Bill Clinton acabara triunfando com uma vantagem de cinco pontos.

Ralph Nader, por sua vez, também contribuiu para "definir" a eleição em 2000. Apresentando-se como o candidato dos ecologistas, ele havia obtido 2,74% dos sufrágios. O democrata Al Gore havia vencido por meio-ponto (48,5% contra 48%), mas fora derrotado por George W. Bush na votação do colégio dos grandes eleitores, designados no nível dos Estados. Ora, na Flórida, onde o resultado, muito contestado, havia sido favorável a Bush, os votos conquistados por Ralph Nader haviam superado amplamente o número daqueles que haviam faltado para Al Gore vencer.

Ralph Nader, pela quinta vez

Um defensor histórico dos consumidores, um militante ecologista e um pacifista, Ralph Nader, aos 74 anos, é candidato pela quinta vez. Ele enxerga em Barack Obama um homem "cujos melhores instintos foram censurados" desde que ele se declarou candidato, e que "conduzirá uma política favorável aos grandes patrões". Nader atrairá, sobretudo, os votos do eleitorado de esquerda, daqueles eleitores que consideram o candidato democrata demasiadamente moderado em relação às questões do meio-ambiente ou do Oriente Médio.

Este é também o caso da candidata ecologista, Cynthia McKinney, 53 anos. Ela que foi a primeira representante negra da Geórgia, eleita, em 1995, como candidata do Partido democrata, adotou em várias oportunidades posições que foram muito criticadas. Entre outras, ela sugeriu que a atitude da administração Bush em relação aos atentados de 11 de setembro de 2001 não era "clara". McKinney foi suspeitada de "anti-semitismo" em 2002 pela organização judaica Anti-Defamation League.

Em contrapartida, o candidato do Partido libertariano, Robert Barr, 60 anos, um antigo eleito republicano da Geórgia, poderia tirar um bom número de votos de John McCain. Os "libertarianos", que lutam contra todo entrave inútil à atividade humana, recusam todas as formas de intervenção pública na economia, inclusive contra toda restrição ao porte de armas. Pelos mesmos motivos, eles contestam a legitimidade do Patriot Act (a lei antiterrorista), que reduz as liberdades civis, ou ainda a proibição do haxixe. Além disso, eles sempre foram adversários ferozes da guerra no Iraque.

O mais célebre dentre os "libertarianos" é Ron Paul, um representante republicano do Texas e um candidato à designação do seu partido que obteve certo sucesso nos Estados do Sul. Contudo, ele recusou-se a abandonar suas funções para se apresentar como candidato à presidência. Muito menos conhecido, Robert Barr foi um dos representantes mais conservadores que já atuaram na Câmara, de 1995 a 2003. Jean-Yves de Neufville

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