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02/12/2008

A grande volta do bambolê

Le Monde
Rosita Boisseau
Basta pronunciar a palavra "bambolê" que os quadris já estremecem! O aro de plástico, símbolo dos anos 60, que deixa a cintura fina e os abdominais duros como aço, reaparece nos vestiários das jovens.

Do Canadá para a Grã-Bretanha, passando pelos Estados Unidos. Depois que Michelle Obama e sua filha permitiram ser fotografadas brincando de bambolê, o movimento fez adeptos. E o bambolê subiu para o topo das tendências.

O cantor Justin Timberlake, no clipe What Goes Around, e Beyoncé, em Work it Out, resgataram a honra do bambolê ao fazerem girar tanto as cabeças quanto o aro. Já no circo, quer se trate da famosa trupe canadense do Cirque Du Soleil ou de companhias mais modestas, o bambolê enfeita novamente os números acrobáticos, incrementados com dezenas de anéis.

E o bambolê cai bem: sem sonhar em fazer proezas, as pessoas adoram lançar o aro a toda velocidade em volta do corpo e brincar com ele fazendo-o subir e descer. Alguns momentos de adaptação já são suficientes para se divertir sem que ele caia a todo segundo. Daí, obviamente, a fazê-lo girar em volta do pescoço ou dos joelhos é um grande passo a ser dado, mas não importa. Do ponto de vista do exercício físico, dizem que o bambolê consome 100 calorias a cada dez minutos. Além de exercitar a musculatura com suavidade, ele continua sendo, antes de mais nada, um prazer que deixa todo mundo em forma, rindo.

O bambolê não nasceu ontem. Encontrado na Grécia antiga e no Egito, seu nome em inglês "hula hoop" vem, ao que parece, da dança hula, tradição havaiana baseada nas ondulações do ventre. Foi o americano Richard Knerr (1926-2008) que o lançou, em 1958, nos Estados Unidos, vendendo cerca de 100 milhões de aros no mesmo ano. À frente de uma fábrica de brinquedos, M. Knerr, que também lançou o Frisbee, ouviu falar de um professor de ginástica australiano que fazia seus alunos se exercitarem com uma espécie de aro de bambu. Eles decidiram fabricá-los com mangueiras de borracha. Hoje, inúmeros praticantes fabricam os seus próprios aros, competindo pelas idéias para decorá-los.

Um transe suave

Para os místicos dos círculos, praticar o bambolê proporciona um transe leve que conecta a pessoa com a rotação dos planetas. E é verdade que existe algo de envolvente nas rotações desse aro, que às vezes parece escapar a qualquer controle.

Se os cursos ainda não se multiplicam na França, podemos nos movimentar com o Wii Fit (Nintendo) girando o quadril com um ou até mais bambolês virtuais em volta da cintura. Podemos também discutir o bambolê na internet, onde os testemunhos de professores e adeptos se multiplicam.

O site hooping.org dá conselhos para posicionar melhor o seu bambolê:
primeiro ele deve ficar um pouco acima do estômago. Para fazê-lo
girar: deve-se repousar o bambolê contra as costas antes de lançá-lo com toda a força. Depois de alguns anos, os sites de multiplicaram, principalmente nos Estados Unidos.

Por acaso, na tela, descobrimos que o recorde de número de bambolês girando ao mesmo tempo é de 105. Um feito que foi realizado em 2008 pela atleta chinesa Jin Li. Outra mulher correu por 10 quilômetros girando um bambolê e conseguiu uma citação no livro Guiness dos recordes de 2007.

O uso do bambolê estimula a imaginação.

Modo de usar e informações na internet:
iWebPlay.com
Hooping.org
Eloise De Vylder

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