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13/12/2008

Vendas e rentabilidade das marcas de luxo vão cair em 2009 e 2010

Le Monde
Nicole Vulser
Sinal dos tempos? Até o luxo começa a baixar seus preços. A empresa LVMH confirmou nesta quinta-feira (11) que vai reduzir os preços em suas lojas Louis Vuitton no Japão em 7%. "Fomos os primeiros a nos adaptar às variações monetárias, o que podemos fazer duas ou três vezes por ano no Japão e nos EUA, em função da cotação do iene ou do dólar", explicam na gigante francesa do luxo. "Não há motivos para não fazer o cliente lucrar: é uma política de transparência da qual fazemos questão."

O luxo - que, no entanto, esteve durante anos no espírito dos investidores como um porto de prosperidade - vai sofrer a crise econômica, como os outros. A rentabilidade, há muito tempo excepcional, vai se erodir um pouco. Segundo um estudo da Nomura Equity Research, publicado no último dia 9, a inversão de tendência acaba de começar em um setor que viu suas vendas crescerem até setembro. O rendimento por ação poderá cair cerca de 10% em 2009 e 2010.

Resistência
As vendas deverão também recuar "4% em 2009 e 3% em 2010, apesar da importância e do potencial dos países emergentes", afirma o estudo. O setor havia se habituado a um crescimento médio do faturamento de pelo menos 7% ou 8% ao ano. Essa previsão é fundamentada principalmente na exposição à crise dos consumidores de países emergentes. Além disso, a extrema inflação dos preços no luxo, que até agora não havia afetado as vendas, não poderá mais continuar.

Segundo Nomura, as margens desses grupos deverão continuar mais que confortáveis. As da Gucci (grupo PPR) deverão passar de 29,7% do faturamento em 2007 para 26,3% em 2010. No mesmo período, as do pólo moda e couro da LVMH poderão passar de 32,5% para 29,3% e as da Richemont de 20,9% para 18,1%. Com exceção da Hermès, que resiste na Bolsa, todos os títulos do luxo caíram severamente desde outubro.

Em outra nota, de 3 de dezembro, o banco HSBC pretende ser animador quanto às perspectivas da LVMH, que deverá "ser uma das raras do setor que aumentará seus resultados no próximo ano". Graças à boa resistência da marca Louis Vuitton e às vendas exponenciais de conhaque na China. Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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