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31/12/2008

Christopher Wild busca as ligações entre cânceres e meio-ambiente

Le Monde
Inventores, pensadores e pesquisadores exploram novas pistas, que convergem para um objetivo comum: viver melhor amanhã sem comprometer as probabilidades das futuras gerações de fazê-lo.

A partir de 1º de janeiro de 2009, a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (AIPC) será dirigida, por um período de cinco anos, pelo professor Christopher Wild. Aos 49 anos, Wild, de nacionalidade britânica, sucede nesse posto o professor Peter Boyle. Ele é conhecido da comunidade científica internacional pelos seus trabalhos sobre as possíveis ligações existentes entre o meio-ambiente e determinados processos cancerosos. À frente da AIPC, ele deseja desenvolver a pesquisa e as ações preventivas nesse domínio, principalmente nos países em desenvolvimento.

Após estudos de biologia molecular em Manchester, Wild conduziu numerosas pesquisas em diferentes países da África Ocidental e do Sudeste Asiático. Seus trabalhos levaram à compreensão da interação dos fatores de risco ambientais e genéticos nas patologias cancerosas, e mais especificamente do papel de certos carcinogênicos presentes na alimentação no câncer de esôfago.

O pesquisador foi, em seguida, chefe da unidade de carcinogênese ambiental da AIPC em 1995 e 1996, e depois professor de epidemiologia molecular e diretor do Instituto de Genética, Saúde e Terapêutica de Leeds, no Reino Unido. Ele dirigiu igualmente o Grupo de Epidemiologia Molecular do Reino Unido e ocupa as funções de redator-chefe da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

Para o futuro diretor, o principal objetivo será buscar o desenvolvimento das missões da AIPC. Essa estrutura, com sede em Lyon e parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), deve coordenar e conduzir oficialmente pesquisas sobre as origens dos cânceres e os mecanismos da carcinogênese. Mas ela também deve elaborar estratégias de luta contra essas enfermidades, participar de pesquisas epidemiológicas e experimentais e garantir a difusão internacional de informação científica. Dotada de um orçamento anual de mais de 22 milhões de dólares, a AIPC emprega em torno de 200 pessoas e recebe, a cada ano, mais de 600 pesquisadores e estagiários originários de mais de 50 países do mundo.

"Mas além dessas missões tradicionais, creio que chegou o momento de passar a uma nova etapa. Será necessário realizar de maneira pragmática a integração dos múltiplos resultados obtidos em laboratório nos trabalhos epidemiológicos sobre o terreno. O objetivo prioritário será obter uma prevenção dos cânceres, enfatiza o professor Wild. Levando em conta a importância crescente do fardo que eles constituem nos países com pequenos ou médios recursos, a AIPC deve concentrar sua atenção especialmente nessa parte do mundo. Nós também deveremos aumentar nossas colaborações científicas e preventivas".

Considerando suas pesquisas anteriores, o novo diretor da AIPC concederá, sem dúvida alguma, uma importância toda especial ao desenvolvimento de ações preventivas sobre o meio-ambiente.

"Mas atenção, avisa o professor Wild: não se deve delimitar, como se faz com muita freqüência, a problemática do meio-ambiente à poluição industrial ou química. Em matéria de cancerologia, é uma noção muito mais ampla que integra principalmente as dimensões virais ou genéticas".

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