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24/01/2009

Um satélite japonês medirá o CO2 e o metano

Le Monde
Phillipe Mesmer
Em Tóquio
"Observar a Terra respirar". É essa a missão confiada ao Satélite de Observação dos Gases do Efeito Estufa (Gosat), colocado em órbita na sexta-feira 23 de janeiro pelo foguete japonês H-IIA. Batizado de Ibuki, ou "respiração", ele precede dois outros satélites nipônicos de estudos de evolução ambiental, especificamente sobre o ciclo da água.

Orbitando a 666 km, o Ibuki medirá as emissões de dióxido de carbono e de metano, responsáveis por 80% do efeito estufa, pela observação da intensidade luminosa dos raios infravermelhos: 56 mil pontos do globo serão acompanhados com uma frequência de sobrevoo de três dias.

A cobertura permitirá obter uma visão global das emissões de gás do efeito estufa e das quantidades desses gases realmente absorvidas pelas florestas e oceanos. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, com exceção de 283 pontos de observação da liberação de gases poluentes no mundo, vastas zonas como os oceanos, a África, o Oriente Próximo ou ainda a América do Sul continuam pouco ou nada controladas.

Para o pós-Kyoto
As medições de Ibuki, uma vez colocadas à disposição dos pesquisadores do mundo inteiro, poderão facilitar a elaboração do cenário que deverá suceder em 2013 o protocolo de Kyoto. Uma diminuição pela metade, até 2050, das emissões de gases do efeito estufa, foi mencionada em dezembro de 2008 em Poznan, na Polônia, durante uma conferência da ONU sobre as mudanças climáticas. Com o Ibuki, os cientistas esperam avaliar com mais precisão as necessidades de redução.

O início de operação do satélite também abre caminho para uma melhor compreensão do fenômeno chamado "ilha de calor" nos centros urbanos, além de um acompanhamento mais preciso das mudanças da atividade vegetal e uma detecção mais rápida dos vazamentos de gasodutos.

E, sobretudo, um modelo poderá ser obtido para permitir uma padronização das medições de emissões. Takashi Hamazaki, encarregado do projeto Gosat, explica que hoje cada país avalia as emissões segundo seus próprios métodos de cálculo. Com o Ibuki, cada zona será observada segundo os mesmos critérios. "Nós poderemos estimar objetivamente os comunicados de redução de emissões e a eficácia das decisões tomadas".

Tradução: Lana Lim

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