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23/04/2009

Escolas elementares à venda em Nippaku, na ilha japonesa de Hokkaido

Le Monde
Philippe Mesmer
Em Tóquio
Os sites de leilões às vezes reservam surpresas. Como o do portal Yahoo! no Japão, que oferece para venda, desde meados de abril, quatro escolas elementares da pequena cidade de Nippaku, na ilha setentrional de Hokkaido. Os preços vão de 21,8 milhões a 67,4 milhões de ienes (R$ 476 mil a 1,43 milhão), uma diferença que se explica pelo tamanho e pelas instalações. Algumas têm piscina. Outras, não. Três delas possuem alojamentos, às vezes reservados aos funcionários dos estabelecimentos.

Ao longo da costa sul de Hokkaido, Nippaku foi fundada em 1881, pela vontade de pioneiros que, naquela época de modernização acelerada, procuravam desbravar uma terra hostil de riquezas não exploradas. Hoje ela sobrevive da pesca, de um pouco de agricultura e do turismo, bem como de alguma atividade equestre.

Mas Nippaku se esvazia. O fenômeno não surpreende mais em um país cuja população, segundo números do governo divulgados em 1º de outubro de 2008, recuou 0,06% em um ano, para 127.692.000 habitantes, sendo que 22,1% deles têm mais de 65 anos. Essa redução não poupa Hokkaido. A grande ilha, rural e pouco povoada, deverá ver o número de seus residentes recuar em mais de 15% até 2030, chegando a 4.680.000 habitantes. Aqueles com mais de 65 anos representarão 35,6% da população.

A leilão

Nippaku tinha, em 2008, 5.949 moradores, contra 6.377 de dez anos antes. O envelhecimento de sua população atingiu tal nível que, em abril de 2008, por falta de alunos a prefeitura decidiu separar ou transformar sete de suas nove escolas. Uma se tornou um centro administrativo, e uma segunda, casa de repouso. Uma terceira abriga um clube hípico.

Não sabendo o que fazer com as outras quatro, as autoridades decidiram colocá-las à venda. Bem, os circuitos tradicionais de imobiliárias não deram em nada. "As visitas eram raras", explica ao jornal "Japan Times" Hidenori M. Tsutsumi, um dirigente municipal. Então ele decidiu levá-las a leilão. "Descobrimos que esse tipo de bem nunca havia sido vendido por esse meio até hoje", diz Tsutsumi.

Aviso, então, aos amadores. Mas, atenção: a cidade não espera simples compradores buscando um investimento. Ela quer que eles tenham um projeto que possa ter um impacto econômico real, atraindo gente a Nippaku.

Os candidatos têm até 12 de maio para se declararem e preencher um formulário especial. Depois, ao final de uma seleção efetuada pela prefeitura, aqueles que ficarem terão o direito de fazer lances entre 26 de maio e 2 de junho.

Tradução: Lana Lim

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