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28/04/2009

Qual das mulheres de Zuma será a primeira-dama da África do Sul?

Le Monde
Patrice Claude Enviado especial a Johannesburgo
Segundo a comitiva do próximo presidente - que será eleito dia 6 de maio pelo Parlamento - , a questão não está decidida. Polígamo assumido, Jacob Zuma tem pelo menos três mulheres que podem reivindicar o título honorário de "primeira-dama" da nação arco-íris. Nas monarquias do Golfo, o emir escolhe uma, ou não, e todo mundo fica contente. Em Pretória, a presidência gostaria de saber que nome colocar no escritório reservado à "Senhora Presidente". O dilema é grave, ironizam os jornais.

A tradição zulu, à qual Jacob Zuma sempre se disse "extremamente ligado", aceita a poligamia sem limite de cônjuges para os homens. Aceito na Constituição, o costume pede que seja a mais antiga esposa a herdar o cargo. A menos que Sizakele Khumalo, desposada em 1959, o grande amor da juventude de Zuma, "minha mulher - minha irmã - minha amiga - minha mãe", ele diz quando fala dela, nunca deixe a propriedade familiar em Zululândia. É ela que administra a grande família, incluindo os 14 filhos - ou 17, segundo fontes - que o novo presidente teve com, dizem, 11 amantes diferentes. Praticamente nenhuma foto de Sizakele, que deve estar em seus sessenta e poucos anos, foi jamais publicada. Ela tem a fama de ser "muito tímida" e foge da imprensa como da peste.

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A segunda mulher, que se chamava Kate Mantsho, se suicidou em 2000 com uma overdose de soníferos, deixando uma carta de despedida aos "24 anos de inferno" de seu relacionamento. A terceira, Nkosazana Dlamini-Zuma, pediu o divórcio após alguns anos de vida em comum. Ingressou na política na trilha de seu marido, tendo sido ministra da Saúde no governo de Nelson Mandela - 1994 a 1999 - , e depois chefe da diplomacia no gabinete de Thabo Mbeki. Como eles continuaram bons amigos, não é impossível que ela figure no governo que seu "ex" vai constituir.

A quarta mulher da vida de Jacob Zuma se chama Nompumelelo Ntuli. Ela tem 33 anos, e ele, 67. O casal se uniu em matrimônio no ano passado, segundo o costume tribal; ele, coberto com uma pele de leopardo, e ela, adornada com colares. A nova eleita é roliça, dócil e se apresenta como uma cristã fervorosa. A religião cristã, à qual pertencem 90% dos 48 milhões de sul-africanos, se adapta da melhor forma que pode a essas repetidas núpcias tribais, mas ela só reconhece os casamentos celebrados na igreja.

E, por fim, revelada na semana passada pelo periódico local "The Sunday Times", não se sabe nada a respeito da quinta união, com uma certa Thobeka Mabhija. Só se tem a informação de que a senhora teria "gosto por luxo e pompa".

Aos que criticam seu gosto imoderado pelas mulheres, Jacob Zuma, que os humoristas apelidaram de "calças do amor", tem uma resposta pronta: "Muitos políticos por todo o mundo fingem ser monógamos, enquanto têm amantes e filhos não reconhecidos espalhados por aí. Eu prefiro ser honesto: amo todas as minhas mulheres e tenho orgulho de todos os meus filhos".

Tradução: Lana Lim

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