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07/05/2009

Exportações indianas caem 33% em março

Le Monde
Julien Bouissou Em Nova Déli (Índia)
Em março, as exportações indianas caíram 33% em relação a março de 2008, ou seja, a maior queda em 14 anos. A recessão nos EUA e na União Europeia, principal parceira comercial da Índia, reduziu as encomendas dos industriais indianos. A. Sakthivel, presidente da Federação dos Exportadores Indianos, estima que 10 milhões de empregos estejam ameaçados.

As indústrias do setor têxtil e do diamante - esta última representa 13% das exportações - estão entre as mais atingidas. Em Surat, a capital indiana do polimento de pedras preciosas situada no oeste do país, muitas oficinas faliram, colocando em risco mais de 800 mil empregos.

As exportações de serviços de informática, que não são contabilizados nas estatísticas do ministério do Comércio Exterior, não vão muito melhor. A Infosys, a Wipro e a Tata Consultancy Services anunciaram quedas de seu faturamento no primeiro trimestre de 2009. "É provavelmente o pior clima econômico que jamais vimos", declarou S. Gopalakrishnan, o presidente da Infosys.

O déficit comercial indiano deverá atingir neste ano os US$ 119 bilhões (R$ 251,50 bilhões), contra US$ 88,5 bilhões do ano anterior. Em 2008-2009, as exportações indianas não deverão passar de US$ 170 bilhões, contra uma meta governamental de 200 bilhões. Segundo o secretário de Estado do Comércio Exterior, Gopal Krishna Pillai, elas deverão diminuir pelo menos até setembro.

Importações diminuem
A queda das exportações, que só representam 15% de seu produto nacional bruto, terá um impacto limitado sobre o crescimento do país. Mas a diminuição das importações, especialmente de máquinas operatrizes e de equipamentos industriais, causam um temor da desaceleração da indústria, e portanto da demanda interna, considerada o baluarte contra a crise mundial. Fora o petróleo, as importações caíram 19% em março em relação a março de 2008.

O índice ABN-Amro dos gerentes de compra (PMI, sigla em inglês) subiu, em abril, para seu melhor nível em sete meses, o que dá a esperança de um início de recuperação da produção manufatureira, que representa 16% do PNB indiano.

A Índia anunciou em dezembro de 2008 investimentos de US$ 4 bilhões em um programa de criações de empregos, bem como nas infraestruturas. Ao abaixar sua taxa de juros básica para 4,75%, seu nível mais baixo na história, o Banco Central indiano aposta em uma nova subida dos créditos ao consumo e às empresas a partir do segundo semestre. A instituição fixou sua previsão de crescimento para o ano de 2009-2010 em 5,7%, contra 6,6% do ano anterior.

Tradução: Lana Lim

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