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07/05/2009

Silvio Berlusconi contra-ataca ofensiva sobre sua vida privada

Le Monde
Philippe Ridet Em Roma (Itália)
Dois dias após o anúncio de um divórcio iminente, Silvio Berlusconi está menos preocupado em salvar seu casamento do que sua reputação, posta em risco pela sua esposa, Veronica, que o acusa de "sair com menores".

Berlusconi contra-ataca

AFP
Premiê italiano participa de programa televisivo para tentar preservar sua imagem, após críticas feita por sua esposa a respeito do suposto envolvimento de Berlusconi com "menores"

Na terça-feira (5), um editorial do jornal do episcopado italiano "Avvenire", até então favorável a respeito de Berlusconi, alarmou o primeiro-ministro. Apontando "sua fraqueza declarada pela juventude das atrizes que desabrocham", o jornal "cultiva a esperança de um presidente do Conselho que saiba, com sobriedade, ser o espelho - que deforme o menos possível - da alma do país".

Deixando de lado uma entrevista prevista com o presidente da República, o primeiro-ministro foi convidado para a gravação do popular talk-show da Rai Uno, "Porta a porta", exibido à noite, decidido a midiatizar seu contra-ataque. Tomando os italianos como testemunhas de sua boa fé, ele descartou as acusações de sua esposa: "É uma mentira dizer que eu saio com menores", ele respondeu, tentando justificar sua presença, em 26 de abril, no aniversário de 18 anos de uma jovem moça.

O primeiro-ministro também vilipendiou "a esquerda e sua imprensa que não aceitam (meus) 75% de popularidade". "Visto o estado da esquerda", ele continuou, "ela começou com ataques pessoais fundamentados sobre a calúnia". Quase no mesmo momento, um dirigente da Mediaset e um ministro entoavam o mesmo refrão em um outro canal, retomando a tese segundo a qual Veronica Berlusconi teria sido menos enganada pelo seu marido do que pela imprensa.

Ao escolher essa defesa baseada na negação e na teoria da conspiração, Berlusconi tem vários objetivos: evitar a desonra de um divórcio por responsabilidade sua; restaurar sua reputação junto ao eleitorado e à hierarquia católica; salvar sua imagem de líder infalível que espera fazer das eleições europeias - ele será o principal candidato nas cinco circunscrições - um plebiscito sobre sua pessoa.

Segundo uma pesquisa feita na segunda-feira pela Ipsos Italie, 84% das pessoas entrevistadas dizem "não ter mudado de opinião" a respeito de Berlusconi, 15% declaram ter "revisto seu julgamento", e 69% sustentam que os "políticos devem ser julgados por suas ações, e não por suas vidas privadas".

Tradução: Lana Lim

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