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12/06/2009

Assassinatos, conflitos: a violência se intensifica no Cáucaso

Le Monde
Marie Jégo Em Moscou
Vinte e quatro horas após a visita-relâmpago do presidente russo, Dmitri Medvedev, ao Cáucaso, dois atentados e diversos conflitos armados se deram nessa região, que escapa cada vez mais do controle de Moscou.

Em Nazran, na Inguchétia, região vizinha à Chechênia, a vice-presidente da Suprema Corte local, Aza Gazguireieva, foi morta a tiros dentro de seu carro, na quarta-feira (10). Seu motorista e quatro outras pessoas, entre as quais uma menina de um ano, foram feridos.

Os assassinos atiraram com uma arma automática no carro oficial da juíza. Um deles, mascarado, se aproximou para eliminar sua vítima. Oficialmente, o atentado foi atribuído à rebelião separatista islamita. Os colegas da juíza, no entanto, contaram ao jornal "Kommersant", em 11 de junho, que ela se ocupava mais com questões de corrupção do que com terrorismo. Aza Gazguireieva havia sido nomeada vice-presidente da Suprema Corte em abril de 2008, após o assassinato de seu antecessor, Hassan Iandiev. A morte deste último, atribuída à rebelião separatista, nunca foi elucidada.

Tarde da noite, na terça-feira, dois atentados no Daguestão, outra república vizinha à Chechênia, custaram a vida de um policial e de um oficial das forças especiais russas. Ao mesmo tempo, dois postos de polícia foram metralhados. Esses ataques foram reivindicados pela rebelião através do site da internet Kavkazcenter. Os islamitas do Jamaat Chariat também assumiram o assassinato do ministro do Interior do Daguestão, Adilguerei Magomedtaguirov, morto em uma emboscada por um atirador, na sexta-feira (5), enquanto ele comemorava o casamento da filha de um colega em um restaurante de Makhatchkala, capital do Daguestão.

"Liquidar a escória"
O ministro, que já sobrevivera a cinco atentados, era conhecido por seus métodos brutais contra os pequenos grupos islamitas que abundam no Daguestão. Foi para lhe prestar uma homenagem que Medvedev efetuou, na terça-feira, uma visita surpresa a Makhatchkala. Acompanhado pelo presidente checheno, Ramzan Kadyrov, ele presidiu uma reunião do conselho de segurança e prometeu "liquidar a escória terrorista" que veio do "exterior".

Presentes em toda a zona, os islamitas querem estabelecer um Emirado do Cáucaso. Seu chefe, Doku Umarov, teria sido morto há alguns dias na Inguchétia durante uma operação dos partidários de Kadyrov. Preocupados em evitar um corpo-a-corpo com o chefe militar e seus homens, os "kadyrovtsy" abriram fogo com tamanha intensidade sobre o QG dos rebeldes que não restou nada dele. A identificação dos restos presumidos de Doku Umarov levará tempo. "Os pedaços de corpos encontrados não pesam mais que 1,5 kg", explica uma fonte russa citada pelo "Kommersant".

Tradução de Lana Lim

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