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13/10/2009

"Estou traçando meu caminho", responde Jean Sarkozy a seus detratores

Le Monde
Le Monde
Diante dos ataques à sua candidatura para a presidência do Estabelecimento Público de Urbanismo do bairro de La Défense (EPAD), Jean Sarkozy respondeu nesta segunda-feira (12) a seus detratores no site do jornal "Le Parisien".

"Desde que entrei na política, sempre fui objeto de críticas", ele contou. "Neste meio, deve-se estar preparado para isso. Mas sou muito determinado, muito motivado, e estou observando que é sobretudo a esquerda que me ataca. São ataques muito parciais. Esquecem rápido, ou pelo menos fingem que esquecem, que fui eleito conselheiro-geral do cantão de Neuilly-Sud por eleições diretas. E depois fui eleito presidente de grupo do conselho geral de Hauts-de-Seine pelos meus pares. Há dois anos estou na área, trabalho, sempre fui apoiado pela minha maioria. Mas não importa o que eu diga, o que eu faça, serei criticado. Sempre me farão esse questionamento de legitimidade. Se eu fosse julgado pelas críticas, pelas confusões de ideias das quais sou objeto, eu provavelmente seria condenado à prisão perpétua".

Em resposta às acusações de nepotismo formuladas por diversas personalidades da oposição, ele retruca: "Minhas raízes são aqui, e não em Poitou, Creuse ou Béarn. Então, o que eu deveria fazer? Me exilar para ter o direito de me candidatar?" Ele reconhece, entretanto, ter conversado com seu pai a respeito de sua candidatura. "É evidente que informei àqueles que são próximos de mim, é normal. Dito isso, estou traçando meu caminho", declarou.

O anúncio da candidatura do filho caçula do presidente da República suscitou uma avalanche de reações.

Christophe Grébert, blogueiro e conselheiro municipal (MoDem) de Puteaux, iniciou uma petição lançada na internet contra a candidatura de Jean Sarkozy. Ele acredita que "Jean Sarkozy, que não terminou seus estudos e não tem experiência profissional, não tem nenhuma legitimidade para assumir a direção de La Défense". A petição já recolheu mais de 27 assinaturas.

Durante o "Grand Jury RTL-Le Figaro-LCI" no domingo (11), Ségolène Royal pediu que Nicolas Sarkozy cuide do "interesse geral" em vez de "empregar seu filho". Laurent Fabius fez um comentário irônico na France Inter na segunda-feira (12): "Precisamos de um jurista, ele está no segundo ano de Direito; precisamos de alguém que conheça bem os negócios, tenho certeza de que ele tem talento".

Outro socialista que se indignou, o deputado de Essonne, Manuel Valls, na i-Télé: "Não duvido que esse garoto tenha talento, mas ele é filho do presidente da República, é filho do ex-presidente do conselho geral de Hauts-de-Seine, e é nítido que há uma retomada de controle do clã Sarkozy sobre o departamento, sobre a caixa-forte que representa o departamento mais rico de nosso país".

No mesmo tom, o deputado socialista Arnaud Montebourg denunciou uma "presa de guerra clânica e familiar. Isso não passa de nepotismo, é a destruição, pelas práticas do poder, do espírito republicano e da própria República".

A questão também é objeto de diversos comentários ácidos na imprensa estrangeira.

Tradução: Lana Lim

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