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24/12/2009

Fica mais distante a perspectiva de uma libertação próxima de Clotilde Reiss

Le Monde
A perspectiva de uma libertação rápida de Clotilde Reiss se distanciou na quarta-feira (23). Ao contrário do que se esperava, a justiça iraniana pediu à francesa que comparecesse novamente "em breve" para julgá-la por sua participação em manifestações hostis ao governo em junho.

A audiência de quarta-feira, reunindo o juiz, Reiss, seu advogado e um representante da procuradoria, havia sido inicialmente apresentada pelo advogado e pelas autoridades francesas como sendo a última antes que o juiz pronunciasse seu veredicto.
  • AFP

    Clotilde Reiss é julgada nhop Irã por sua participação em manifestações hostis ao governo

"Foi-lhe informado no final desta seção que ela seria convocada novamente em breve", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bernard Valero. A jovem havia se apresentado ao "tribunal de Teerã, em resposta a uma convocação da justiça iraniana. Assim como em seus comparecimentos anteriores, ela estava acompanhada de seu advogado, do embaixador da França e do primeiro conselheiro da embaixada", explicou o porta-voz. "Reiss em seguida retornou à embaixada, em conformidade com o regime de liberdade sob fiança ao qual ela está submetida desde 16 de agosto", ele declarou por fim.

A próxima audiência será centrada na "última parte da defesa que diz respeito às acusações contra a cidadã francesa", afirmou o advogado da jovem estudante, Mohammad Ali Mahdavi Sabet, citado pela agência iraniana Fars. "Durante a audiência de hoje, apresentei uma parte da defesa e respondi às várias perguntas do juiz para defender minha cliente", ele acrescentou.

Kouchner recusou qualquer troca com detentos iranianos

Professora-assistente da Universidade de Ispahan (centro do Irã), Clotilde Reiss, 24, foi presa em 1º de julho por ter participado de manifestações contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 12 de junho. Ela foi libertada sob fiança em 16 de agosto, com a condição de que permanecesse na embaixada da França em Teerã até seu julgamento.

"Esta jovem é inocente (...), espero que isso seja reconhecido pela justiça iraniana", afirmou na terça-feira o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner. Ele descartou a possibilidade de uma troca, segundo ele proposta por Teerã, de Reiss por iranianos detentos na França, em especial de Ali Vakili Rad, condenado em 1994 pelo assassinato do ex-premiê iraniano Shapour Bakhtiar em 1991. Teerã nunca reconheceu publicamente a existência de tal proposta.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad havia declarado na sexta-feira que a solução do caso Reiss dependia "da atitude dos dirigentes franceses", sem mais explicações. O advogado de Vakili Rad indicou na terça-feira que um tribunal francês deveria examinar no fim de janeiro um pedido de libertação de seu cliente, ao mesmo tempo em que desmentia qualquer ligação com o caso Clotilde Reiss. "Meu cliente não quer ser objeto de nenhuma troca entre a França e o Irã. Ele não está pedindo nada, só quer obter uma liberdade condicional independentemente de qualquer negociação política", declarou Sorin Margulis.

Tradução: Lana Lim

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