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Decepcionados com seus dirigentes políticos e humilhados pela crise, os gregos manifestam sua raiva

Catherine Simon

Enviada especial a Atenas

  • Nikolas Giakoumidis/AP

    Manifestantes incendeiam carro em Atenas durante manifestação contra o plano de austeridade do governo grego

    Manifestantes incendeiam carro em Atenas durante manifestação contra o plano de austeridade do governo grego

Ele tem 22 anos e uma única ideia na cabeça: deixar a Grécia, que se tornou “como um país de terceiro mundo”. Stavros não esperou o pedido de socorro do primeiro-ministro, Georges Papandréou, solicitando oficialmente a ajuda financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas “isso foi a gota d’água”, explica o jovem, estudante de antropologia social na faculdade de ciências políticas de Atenas. Entre todos os gregos que encontramos nos últimos dias nas ruas da capital, o desespero é unânime, corado de vergonha ou raiva, muitas vezes mascarado por um sorriso.

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