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Os americanos preparam sua retirada de um Iraque incerto

Patrice Claude

  • Helmiy al-Azawi/ Reuters

    Soldados inspecionam veículos queimados em ataque a bomba que ocorreu em Baquba, no Iraque

    Soldados inspecionam veículos queimados em ataque a bomba que ocorreu em Baquba, no Iraque

Havendo ou não um governo em Bagdá até lá, o vice-presidente americano, Joseph Biden, não tem “nenhuma dúvida”: dentro de seis semanas, o corpo expedicionário presente no Iraque desde a invasão de abril de 2003, e que até 2007 contava 165 mil soldados, não terá mais do que 50 mil homens. Biden, que no domingo (18) respondeu às perguntas da rede ABC, disse estar certo de que essa nova retirada de tropas – elas ainda estão em 70 mil hoje -, conforme os acordos fechados no fim de 2008 com o governo de Nuri al-Maliki, “não afetará em nada a estabilidade física do Iraque”. Os interessados, a começar pelos milicianos árabes sunitas que haviam concordado, a partir do fim de 2006, abandonar suas aliança com os grupos de guerrilha anti-americanos para lutar, com os soldados dos EUA, contra jihadistas da Al-Qaeda e afiliados, certamente não estão todos de acordo com essa visão relativamente otimista das coisas. Pelo menos 48 de seus homens, membros dos “conselhos do despertar”, foram mortos no domingo, e outros 47 ficaram feridos, enquanto esperavam no quartel para receber seus pagamentos. Dois homens-bomba enviados pela filial local da Al-Qaeda, que jurou “punir os traidores” que a abandonaram, detonaram uma explosão no meio das filas de espera.

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