Funcionários da plataforma da BP temiam por segurança

Os funcionários da BP que trabalhavam na plataforma Deepwater Horizon se mostravam preocupados com as condições de segurança a bordo, é o que indica uma pesquisa realizada antes da catástrofe que causou a maré negra no golfo do México, afirma o “New York Times” nesta quinta-feira (22).

A pesquisa realizada pela proprietária da plataforma, a Transocean, nas semanas que antecederam sua explosão no dia 20 de abril, indica que vários funcionários “muitas vezes constataram comportamentos que colocavam em risco a segurança na plataforma”.

“Mais necessidade de perfurar do que de garantir a manutenção”

Alguns funcionários se queixavam também da falta de confiabilidade da plataforma, que eles acreditavam ser “consequência da necessidade de perfurar, mais do que de garantir a manutenção necessária” dos equipamentos, segundo a pesquisa à qual o jornal teve acesso. O estudo foi conduzido por dois investigadores que estiveram na plataforma entre 12 e 16 de março para entrevistar cerca de 40 funcionários.

A pesquisa, que descreve as preocupações dos funcionários e explica seu silêncio sobre essas questões por medo de represálias, diz ainda que a plataforma “era relativamente segura em matéria de gestão humana da segurança”, especialmente graças ao bom “trabalho de equipe” a bordo.

Os sistemas de prevenção antiexplosão não eram inspecionados com a devida frequência

Um outro estudo de 112 páginas encomendado pela Transocean, sobre os componentes-chave da plataforma – como os sistemas de prevenção antiexplosão – mostra que esses equipamentos não foram totalmente examinados no decorrer da última década, sendo que as especificações preveem uma inspeção em uma frequência de três a cinco anos.

O porta-voz da Transocean, Guy Cantwell, confirmou que “houve um relatório”, sem dar mais detalhes. “Não temos nada a acrescentar no momento”, disse.

Tradutor: Lana Lim

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