Terremoto no Japão

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Fukushima foi construída sobre rochas maciças, que poderiam estar fraturadas

Pierre Le Hir

  • Daisuke Tomita/ AP

    Pacientes de hospital localizado próximo a usina nuclear de Fukushima são transferidos no Japão

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A descoberta de vestígios de plutônio na usina de Fukushima, sendo que alguns poderiam ter vindo do núcleo em fusão de um ou de vários reatores, reacende o temor de uma dispersão de radioisótopos no subsolo. Sobretudo na hipótese em que o corium (mistura de combustível e de metais fundidos) perfuraria o tanque dos reatores. A geologia do local teria, nesse caso, um papel considerável, limitando ou favorecendo o potencial de migração dos elementos radioativos. “A usina foi construída sobre uma cobertura sedimentar de tipo arenito, acima de rochas magmáticas, granito ou granodiorito. São rochas maciças”, afirma a geógrafa Marie Augendre, mestre de conferências na Universidade de Lyon-2 e especialista em riscos naturais. “Mas sem uma cartografia muito precisa”, diz, “é impossível saber se essa base rochosa apresenta ou não fraturas”.

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