Terremoto no Japão

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Acidente nuclear na usina japonesa de Fukushima agrava crise de confiança

Philippe Pons

Em Tóquio (Japão)

  • Yoshikazu Tsuno/AFP

    Japoneses protestam em Tóquio contra contaminação nuclear da usina de Fukushima

    Japoneses protestam em Tóquio contra contaminação nuclear da usina de Fukushima

O Japão parece ter se resignado a uma luta de longo prazo – várias semanas – para tentar conter aquilo que pode se tornar a mais grave catástrofe nuclear dos últimos 50 anos. No entanto, têm-se ouvido apelos para que se olhe para o futuro. “Paradoxalmente”, escreve Naoaki Okabe, editorialista do “Nihon Keizai” (jornal do meio empresarial), “essa catástrofe poderá ser o ponto final de décadas perdidas”, as do Japão em recessão atolado em uma apatia da qual ele vinha encontrando dificuldades para se livrar desde que estourou a bola especulativa no início dos anos 1990, e depois com a crise financeira. “O Japão não pode assistir assim a seu próprio declínio”, diz Okabe. “A catástrofe deve ser o ponto de partida para um novo começo”. Mas não se trata somente de reconstruir as regiões devastadas. é preciso também repensar as linhas principais da expansão.

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